quarta-feira, maio 13, 2026
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Major Araújo solicita arma na Alego e acusa Coronel Raiado de intimidação

O cenário político goiano foi palco de intensa tensão esta semana, quando o deputado estadual Major Araújo (PL) protocolou um requerimento controverso na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), solicitando autorização para portar arma de fogo no plenário da Casa. A iniciativa surge poucos dias após um tumultuado incidente envolvendo o próprio Major Araújo e o deputado Amauri Ribeiro (PL), que culminou em uma intervenção para conter os ânimos exaltados durante uma sessão. O pedido do parlamentar, que alega ser alvo de ameaças e agressões, foi prontamente rejeitado pelo presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), que classificou a proposta como inadmissível e proibida. A situação escalou ainda mais com a presença de um coronel da Polícia Militar em uma área reservada do plenário, gerando novas acusações de intimidação por parte de Major Araújo, que se recusou a ser silenciado. Este episódio complexo revela as crescentes fricções no ambiente legislativo estadual e levanta questões cruciais sobre segurança, decoro parlamentar e os limites da convivência democrática.

Requerimento para porte de arma gera controvérsia na Alego

Na última terça-feira (12), o deputado Major Araújo (PL) apresentou formalmente um requerimento à mesa diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), solicitando permissão para adentrar o plenário da Casa portando uma arma de fogo. A justificativa para o pedido, conforme o próprio parlamentar, reside na necessidade de autodefesa diante de um ambiente que, em suas palavras, tem sido palco de “ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”. A solicitação repercutiu imediatamente, gerando um debate sobre a segurança e as normas internas da instituição.

A resposta da presidência da Alego não tardou. Bruno Peixoto (UB), presidente da Casa, foi categórico ao rejeitar a possibilidade de qualquer alteração nas regras vigentes. Em declaração enfática, Peixoto afirmou que o porte de arma de fogo é “terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar”. A proibição, segundo ele, é inegociável e a permissão para portar armamento dentro do plenário não é “admissível”, reiterando a posição da Assembleia em manter um ambiente desarmado, independentemente das circunstâncias ou dos envolvidos.

O embate que antecedeu o pedido

O pedido de Major Araújo não surgiu isoladamente, mas sim como uma reação direta a um episódio de alta tensão ocorrido na última quinta-feira (7). Naquela data, o deputado se envolveu em uma acalorada discussão com o também parlamentar Amauri Ribeiro (PL). A confusão escalou rapidamente, transformando-se em um confronto verbal agressivo que exigiu a intervenção de outros presentes para conter os dois deputados. Relatos indicam que a briga foi intensa, com ameaças e um clima de animosidade que permeou a sessão.

O incidente anterior deixou um rastro de desconforto e um sentimento de insegurança no Major Araújo, que interpretou a situação como um prenúncio de possíveis agressões físicas. Foi essa percepção de risco que o impulsionou a buscar uma medida drástica como o porte de arma no plenário, evidenciando o quão acirrado se tornou o ambiente político na Alego. A briga entre os dois parlamentares não apenas expôs as divergências internas, mas também levantou sérias questões sobre o respeito e o decoro entre os membros da Casa, levando a uma reavaliação das normas de conduta e segurança.

Presença de coronel Raiado escala a tensão no plenário

Além do requerimento para porte de arma, a sessão da última terça-feira (12) trouxe um novo elemento de tensão com a presença do coronel da Polícia Militar Edson Luís Souza Melo Rocha, conhecido como Edson Raiado, no plenário da Alego. O coronel foi visto acompanhando a sessão, posicionado em uma área geralmente destinada à imprensa, atrás da cadeira ocupada pelo deputado Major Araújo. Essa movimentação, observada por policiais legislativos, gerou um novo clima de apreensão e desconfiança.

A presença de Raiado foi imediatamente interpretada por Major Araújo como uma tentativa de intimidação. Em suas redes sociais, o parlamentar expressou abertamente seu descontentamento e acusou o coronel de uma clara investida para silenciá-lo. “O coronel do PCC esteve hoje na Alego em uma tentativa clara de me intimidar. Mas deixou um recado para esse vagabundo: NÃO SEREI INTIMIDADO!”, escreveu Major Araújo, utilizando termos contundentes e elevando o nível do confronto para além das paredes da Assembleia. A acusação de ligação com uma facção criminosa, embora sem provas apresentadas, intensificou o ambiente já polarizado e trouxe à tona questões mais profundas sobre as relações entre parlamentares e figuras de outras instituições.

A resposta formal do coronel à acusação

A forte acusação de Major Araújo não ficou sem resposta por parte do coronel Edson Raiado. Após a sessão, o coronel utilizou suas redes sociais para divulgar um vídeo, no qual afirmava ter registrado uma representação formal contra o deputado na corregedoria da Polícia Militar. Raiado explicou que a medida foi tomada em virtude dos “vários termos desprestigiadores” que Major Araújo teria usado contra ele durante a sessão na Assembleia Legislativa.

Em sua publicação, o coronel Raiado também fez questão de ressaltar a importância dos limites da imunidade parlamentar. Ele argumentou que, embora essencial para a atuação dos deputados, a imunidade “não serve de escudo para o cometimento de crimes militares, injúrias ou atos que atentem contra a hierarquia e a disciplina”. Essa declaração sugere que, na visão de Raiado, as palavras de Major Araújo ultrapassaram as prerrogativas parlamentares, configurando uma ofensa passível de punição. A representação formalizada indica que o embate entre os dois deverá ter desdobramentos nas esferas disciplinares e, possivelmente, legais, adicionando mais um capítulo à complexa série de eventos na política goiana.

Desdobramentos e a questão do decoro parlamentar

Os recentes eventos na Assembleia Legislativa de Goiás, envolvendo o deputado Major Araújo, o deputado Amauri Ribeiro e o coronel Edson Raiado, destacam um período de acirramento nos debates e nas relações interpessoais dentro do parlamento goiano. O requerimento para porte de arma e as subsequentes acusações de intimidação sublinham a gravidade da situação e os desafios enfrentados na manutenção do decoro e da segurança no ambiente legislativo. Enquanto a Alego mantém sua posição firme contra o porte de armas em suas dependências, o episódio com o coronel Raiado demonstra que as tensões se estendem além dos confrontos diretos entre deputados, adentrando o campo das relações com outras esferas de poder e da segurança pessoal dos parlamentares.

A formalização de uma representação contra Major Araújo pela corregedoria indica que os desdobramentos legais e disciplinares ainda estão por vir, prometendo manter o caso em evidência e reforçando a necessidade de reflexão sobre os limites da imunidade parlamentar e o comportamento esperado de figuras públicas em um ambiente democrático. A resolução desses impasses será crucial para a imagem e a funcionalidade da instituição, servindo de precedente para futuras interações e para a garantia de um ambiente de trabalho respeitoso e produtivo para todos os envolvidos no processo legislativo. A sociedade, por sua vez, acompanha atentamente, esperando transparência e a devida apuração dos fatos.

Perguntas frequentes

Por que o deputado Major Araújo solicitou a autorização para portar arma?
Major Araújo fez o pedido após uma recente altercação física e verbal com o deputado Amauri Ribeiro no plenário da Alego. Ele alega ser alvo de ameaças e agressões, o que o faz sentir-se inseguro dentro das dependências da Casa.

Qual foi a resposta da presidência da Alego ao pedido de porte de arma?
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, rejeitou categoricamente o pedido. Ele afirmou que o porte de arma de fogo é terminantemente proibido nas dependências da Casa e que essa regra não será flexibilizada para nenhum parlamentar.

Qual o papel do coronel Edson Raiado neste incidente?
O coronel Edson Raiado esteve presente na sessão da Alego, sentado em uma área reservada. Major Araújo interpretou essa presença como uma tentativa de intimidação. Em resposta às acusações do deputado, Raiado registrou uma representação contra ele na corregedoria, alegando o uso de termos “desprestigiadores” e defendendo os limites da imunidade parlamentar.

A imunidade parlamentar protege o deputado de todas as acusações?
Não completamente. Embora a imunidade parlamentar proteja os deputados por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato, ela não é um escudo absoluto contra todos os tipos de crimes ou infrações. O coronel Raiado, por exemplo, argumentou que ela não serve para crimes militares, injúrias ou atos que atentem contra a hierarquia e a disciplina.

Para acompanhar todos os desdobramentos desse e de outros acontecimentos importantes no cenário político goiano, inscreva-se em nossa newsletter e siga-nos nas redes sociais.

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