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Damas da pesca divertem com versão feminina em Goiás

Uma cena inusitada e inspiradora tomou conta das margens do Rio Araguaia, na região de Bandeirantes, em Nova Crixás, no norte de Goiás, ganhando rapidamente a atenção da internet. Um grupo de mulheres, unidas pelo projeto “Damas da Pesca”, criou uma versão adaptada do clássico sertanejo “Que Pescar que Nada”, trocando a tradicional lamentação pela ausência masculina por uma celebração vibrante de liberdade, companheirismo feminino e a emoção da pesca. A iniciativa destaca-se não apenas pela criatividade musical, mas também por promover o empoderamento feminino em um esporte frequentemente associado ao universo masculino. Lideradas por Eliane Braz, as “Damas da Pesca” transformaram uma pescaria comum em um manifesto de alegria e autonomia, consolidando o grupo como um fenômeno em ascensão no cenário da pesca esportiva nacional.

A gênese das “Damas da Pesca” e o fenômeno musical

Da camaradagem à canção viral

O projeto “Damas da Pesca” nasceu de uma ideia singela em um ano anterior, quando as pescadoras Tereza Gondinho e Danielle Bernardes se reuniram com mais duas amigas para uma pescaria. O que começou como um encontro entre quatro apaixonadas pelo esporte rapidamente despertou o interesse de outras mulheres, resultando na formação de um grupo robusto que hoje conta com 30 participantes. A primeira edição oficial do projeto, focada na pesca esportiva feminina, ocorreu em setembro de 2025, e desde então, o grupo tem crescido exponencialmente, atraindo entusiastas de diversas partes do país, como Minas Gerais, além de Goiás. A iniciativa é inclusiva, acolhendo desde veteranas em busca de grandes exemplares como piraíbas e pirararas, até iniciantes que nunca haviam segurado uma vara de pesca antes.

A essência do “Damas da Pesca” transcende a captura de peixes, criando um espaço de sororidade e diversão. Essa energia foi encapsulada na adaptação musical que viralizou. A canção, interpretada com entusiasmo e bom humor pelas mulheres, inverte a lógica da música original. Liderada por Eliane Braz, a letra feminina de “Que Pescar que Nada” abandona as queixas sobre maridos e namorados para celebrar a autonomia, a liberdade de curtir com as amigas e a emoção da pesca. Versos como “Eu vou avisar meu marido que a festa é boa e bem comportada. Não tem nenhum gavião, nenhum ricardão na minha fechada” ou “Moqueca que nada, chega de pintado. Vou me dar bem, hoje eu vou pegar um peixe barbado” demonstram a leveza e o empoderamento do grupo. A música se tornou um hino para as participantes, expressando a alegria de poder se divertir e pescar sem amarras, além de uma divertida ironia sobre as expectativas tradicionais.

A imersão na pescaria feminina do Araguaia

A aventura em águas goianas e planos futuros

A escolha da região dos Bandeirantes, em Nova Crixás, às margens do Rio Araguaia, não é por acaso. A área é conhecida por sua riqueza em biodiversidade aquática, sendo um local propício para a captura de grandes peixes, como piraíbas e pirararas. A organização das pescarias é meticulosa, garantindo que todas as participantes, independentemente de sua experiência, tenham uma vivência inesquecível e segura. O grupo contrata guias locais experientes, essenciais especialmente para lidar com equipamentos maiores, como as varas utilizadas para piraíbas, e para maximizar as chances de sucesso na pesca. A infraestrutura oferecida é pensada para o conforto e a imersão completa na natureza.

As edições de pesca, que já ocorreram em abril e maio deste ano, são cuidadosamente planejadas. A próxima grande aventura do “Damas da Pesca” já tem data marcada: de 23 a 27 de setembro de 2026. A edição vindoura já conta com 30 mulheres confirmadas, evidenciando o crescente sucesso e a demanda pela experiência. Para participar dessa jornada, o investimento é de R$ 4 mil, um valor que engloba hospedagem, acompanhamento de guias especializados, três dias completos de pesca, e todas as refeições (café da manhã, almoço e jantar). Bebidas alcoólicas, petiscos e transporte não estão incluídos, permitindo que as participantes personalizem seus gastos adicionais. O retorno das mulheres que já participaram é sempre entusiasmado, com muitas expressando o desejo de retornar e de continuar explorando o mundo da pesca esportiva, revelando a experiência como algo verdadeiramente transformador e “muito bom”, segundo as idealizadoras.

Um novo horizonte para a pesca esportiva feminina

O projeto “Damas da Pesca” representa muito mais do que um simples grupo de mulheres que compartilham um hobby. Ele se consolidou como um movimento significativo que desafia estereótipos, promove a autonomia feminina e fortalece laços de amizade e solidariedade. Ao levar a vivência da pescaria para um público que antes era menos representado, as “Damas da Pesca” estão pavimentando um novo caminho para o empoderamento e a inclusão no esporte. A adaptação musical viral e o sucesso contínuo de suas expedições pelo Rio Araguaia são testemunhos do impacto positivo e inspirador que o grupo tem gerado, mostrando que a paixão pela pesca pode ser compartilhada e celebrada por mulheres, quebrando paradigmas e construindo uma comunidade vibrante e engajada. A iniciativa continua a atrair novas participantes, comprovando seu valor social e recreativo.

Perguntas frequentes

O que é o projeto “Damas da Pesca” e como ele surgiu?
O “Damas da Pesca” é um grupo de mulheres apaixonadas por pesca esportiva. Ele surgiu de uma ideia das pescadoras Tereza Gondinho e Danielle Bernardes, que após uma pescaria entre quatro amigas, decidiram formalizar e expandir a iniciativa devido ao grande interesse de outras mulheres em participar do esporte.

Qual a mensagem principal da versão feminina da música “Que Pescar que Nada”?
A versão adaptada da música celebra a liberdade feminina, a autonomia para se divertir com amigas e a paixão pela pesca. Ela troca as reclamações sobre a ausência de homens por versos que exaltam a farra entre mulheres, a independência e a expectativa de fisgar grandes peixes, como o “peixe barbado”, com bom humor e empoderamento.

Onde as pescarias são realizadas e quais são os grandes atrativos da região?
As pescarias são realizadas na região de Bandeirantes, em Nova Crixás, às margens do Rio Araguaia, em Goiás. A área é renomada por sua abundância de peixes de grande porte, como piraíbas e pirararas, tornando-a um destino ideal para a pesca esportiva e para quem busca grandes capturas.

Como posso participar das próximas edições do grupo “Damas da Pesca”?
As interessadas podem se informar sobre as próximas edições através dos canais de comunicação do grupo. A próxima pescaria está programada para 23 a 27 de setembro de 2026, com um investimento de R$ 4 mil que inclui hospedagem, guias, três dias de pesca e refeições completas.

Para acompanhar de perto o crescente movimento de mulheres no esporte e outras iniciativas inovadoras, continue explorando nosso conteúdo e as novidades no universo do lazer e empoderamento.

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