sábado, outubro 17, 2026
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CNT/MDA divulga pesquisa para presidente no 2º turno: veja os números

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto CNT/MDA nesta semana trouxe à luz os primeiros indicativos de como se desenha a corrida presidencial para o segundo turno das eleições de 2026. Com a disputa se afunilando, os dados revelam um cenário de intensa polarização e definem os patamares iniciais de apoio para os principais candidatos: Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Os resultados deste levantamento são cruciais para compreender as tendências do eleitorado brasileiro e as estratégias que deverão ser adotadas pelas campanhas nos próximos meses. A análise aprofundada dos números oferece uma perspectiva valiosa sobre as chances de cada concorrente em um eventual embate final, indicando as fortalezas e fragilidades que moldarão o debate político até o pleito.

Os números da disputa: cenários e intenções de voto

O levantamento realizado pelo instituto CNT/MDA, entre os dias 15 e 19 de setembro, ouviu 2.002 eleitores em 137 municípios de todas as regiões do país, apresentando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados revelam um panorama apertado, característico das últimas disputas presidenciais no Brasil.

Votos totais e válidos

No cenário simulado de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa aponta os seguintes percentuais de intenção de voto:

Flávio Bolsonaro: 45,3%
Luiz Inácio Lula da Silva: 42,9%
Brancos/Nulos: 8,1%
Não sabe/Não respondeu: 3,7%

Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo os votos brancos, nulos e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder, a projeção do resultado seria a seguinte:

Flávio Bolsonaro: 51,4%
Luiz Inácio Lula da Silva: 48,6%

Este resultado indica uma leve vantagem para Flávio Bolsonaro, mas dentro da margem de erro, o que configura um empate técnico entre os dois candidatos. A proximidade dos números sugere que a campanha para o segundo turno será intensamente disputada, com cada voto sendo crucial para definir o próximo presidente. A mobilização de eleitores e a capacidade de converter votos de eleitores indecisos ou daqueles que votaram em outros candidatos no primeiro turno serão determinantes.

Rejeição e potencial de crescimento

A pesquisa CNT/MDA também investigou os índices de rejeição dos candidatos, um fator importante para entender o teto de crescimento de cada um. Os resultados mostram:

Rejeição a Luiz Inácio Lula da Silva: 40,5% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.
Rejeição a Flávio Bolsonaro: 38,2% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.

Ambos os candidatos apresentam taxas de rejeição elevadas, o que reflete a polarização política no país e a dificuldade de conquistar eleitores de campos opostos. A ligeira diferença na rejeição pode influenciar a estratégia de campanha, com os candidatos buscando não apenas consolidar sua base, mas também reduzir o antipatismo em segmentos específicos do eleitorado. Eleitores com alta rejeição a um candidato podem ser mais propensos a votar no adversário, mesmo que não haja uma total identificação.

Análise detalhada por segmentos

A segmentação dos dados da pesquisa por diferentes perfis de eleitores oferece uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas de voto e das áreas onde cada candidato possui maior ou menor força.

Perfil do eleitorado

A análise demográfica e socioeconômica dos eleitores revela padrões distintos de apoio:

Por Região: Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consolidada na região Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra força nas regiões Sul e Sudeste, especialmente em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. A região Centro-Oeste e Norte apresentam-se mais divididas, com oscilações que podem ser decisivas.
Por Gênero: Flávio Bolsonaro tem um desempenho um pouco melhor entre o eleitorado masculino, enquanto Lula se destaca ligeiramente entre as mulheres, embora a diferença não seja tão acentuada quanto em pleitos anteriores.
Por Faixa Etária: Os mais jovens (16 a 24 anos) tendem a apresentar um apoio mais diversificado, com uma leve preferência por Lula. Entre os eleitores de meia-idade (35 a 49 anos) e mais velhos (acima de 60 anos), a disputa se mostra mais acirrada, com Flávio Bolsonaro demonstrando alguma vantagem no grupo de 45-59 anos.
Por Nível de Escolaridade: Lula mantém um eleitorado mais fiel entre aqueles com ensino fundamental, enquanto Bolsonaro se sobressai entre os eleitores com ensino superior completo.
Por Renda Familiar: Eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos tendem a apoiar mais Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto aqueles com renda superior a cinco salários mínimos demonstram maior inclinação a votar em Flávio Bolsonaro.

Expectativas e mobilização

A pesquisa também sondou o nível de interesse dos eleitores pela eleição e suas expectativas. Cerca de 70% dos entrevistados afirmaram ter muito interesse na eleição presidencial, um número que reflete a importância do pleito. A expectativa de vitória é um fator que pode impulsionar a mobilização. Atualmente, 48% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá, contra 45% que esperam a vitória de Lula, com 7% não tendo opinião. Embora a diferença seja pequena, essa percepção pode influenciar a participação e o engajamento dos eleitores nas ruas e nas redes sociais. A capacidade de cada campanha em manter a base mobilizada e atrair novos apoios será crucial.

O caminho até 2026: um cenário em aberto

Os números da pesquisa CNT/MDA para o segundo turno das eleições de 2026 delineiam um cenário de alta competitividade e incerteza. A distância mínima entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, dentro da margem de erro, sublinha a natureza volátil do eleitorado brasileiro e a intensidade da polarização política que caracteriza o país. Ambas as campanhas enfrentarão o desafio de consolidar suas bases, mitigar as altas taxas de rejeição e atrair o voto dos indecisos e daqueles que votaram em outros candidatos no primeiro turno. A análise detalhada por segmentos demonstra que ainda há muito terreno para ser disputado, com cada candidato tendo fortalezas e fragilidades em diferentes demografias. O debate de propostas, a capacidade de comunicação e a efetividade na desconstrução de narrativas adversárias serão essenciais nos próximos meses. Este levantamento inicial serve como um termômetro para as equipes de campanha, indicando as áreas onde o esforço deve ser redobrado e onde as estratégias precisam ser ajustadas para o embate final.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a pesquisa eleitoral

Qual instituto de pesquisa realizou o levantamento?
A pesquisa foi realizada pelo instituto CNT/MDA, que é conhecido por seus estudos de opinião pública e análises eleitorais no Brasil.

Quais candidatos foram testados no cenário de segundo turno?
O levantamento testou um cenário de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Qual a margem de erro da pesquisa e o nível de confiança?
A pesquisa apresenta uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que, se a pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estariam dentro dessa margem.

Quando foram coletados os dados da pesquisa?
Os dados para este levantamento foram coletados entre os dias 15 e 19 de setembro.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta e de outras pesquisas eleitorais, acompanhando as últimas notícias e análises políticas.

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