Um vídeo de Thiago Stabile, sócio de Virgínia Fonseca na WePink, revelou que a empresa de cosméticos atingiu um patamar de 13 mil vendas por dia, impulsionando um crescimento mensal de 200 mil para 400 mil produtos. A gravação, parte de uma live dos sócios, foi citada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) em uma ação que acusa a empresa de práticas abusivas.
A ação, protocolada recentemente, surge em meio a um volume expressivo de reclamações contra a WePink, que ultrapassam 120 mil registros em menos de dois anos. O MP-GO aponta “má-fé empresarial” e “dolo na condução das vendas massivas”, argumentando que a empresa tinha conhecimento da alta demanda e da falta de matéria-prima para atender aos pedidos, conforme admitido por Stabile no vídeo.
De acordo com o Ministério Público, a estratégia de ofertas relâmpago da WePink induz os consumidores a compras impulsivas, explorando sua vulnerabilidade psicológica. A utilização da imagem de Virgínia Fonseca, com sua grande influência sobre seus seguidores, agravaria essa prática, segundo o órgão.
O promotor de justiça Élvio Vicente da Silva destacou que as reclamações incluem a não entrega de produtos pagos, dificuldades em obter reembolso e um atendimento pós-venda ineficiente. O MP-GO busca uma indenização de R$ 5 milhões da WePink, listando práticas abusivas como falta de entrega de produtos, atrasos superiores a sete meses, resistência em reembolsar valores, atendimento automatizado ineficaz, exclusão de críticas nas redes sociais e entrega de produtos com defeito.
A defesa da WePink informou que está em tratativas com o Procon para tentar revogar uma multa aplicada pelo órgão, e que ainda não foi citada legalmente na ação movida pelo Ministério Público. Em comunicado anterior, a empresa alegou que não possui atrasos frequentes e que sua nota no Reclame Aqui é de 8.1, com um índice de resolução de 93%.
Fonte: g1.globo.com



