A Polícia Civil prendeu quatro suspeitos ligados à morte de Fabrício Lourenço Brasil, 49 anos, proprietário de uma pastelaria assassinado a tiros em Goiânia no dia 4 de outubro. Entre os detidos, encontram-se dois sargentos da Polícia Militar, Leneker Breno Campos Ayres de Oliveira e Tiago Lemes de Oliveira, além de José Antônio Moreira dos Santos e Cleyton Souza Lima.
A principal linha de investigação aponta para vingança. Fabrício Brasil Lourenço teria sido acusado de estuprar uma parente de um coronel da Polícia Militar, Alessandro Regys Reis de Carvalho. Embora o comerciante tenha sido inocentado pela Justiça, a suspeita é que a família tenha buscado retaliação. A residência do coronel Carvalho foi alvo de mandados de busca e apreensão no mesmo dia das prisões.
Segundo a investigação, Fabrício Lourenço foi abordado por dois homens em frente ao seu estabelecimento no Bairro Feliz, sendo alvejado por disparos de arma de fogo. Câmeras de segurança registraram o momento do crime, mostrando a vítima levando sacos de lixo para fora quando foi surpreendida pelos atiradores. Equipes de resgate constataram o óbito no local.
Além da linha de investigação de vingança, a polícia apura o possível envolvimento da vítima como secretário da associação União Mais Saúde, que firmou um contrato de R$ 10 milhões com a Secretaria Municipal de Saúde para fornecer exames a pacientes transplantados. O contrato foi suspenso pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) por falta de licitação, levantando suspeitas sobre a legalidade do acordo e um pagamento inicial de R$ 5 milhões, mesmo sem a prestação de serviços.
A defesa do sargento Leneker Breno Campos Ayres de Oliveira alega a ausência de provas concretas contra seu cliente e questiona a validade da prisão temporária. Afirmam que o policial é exemplar e que as imagens do crime não o identificam como um dos executores. A Polícia Militar declarou que sua Corregedoria acompanhou o cumprimento dos mandados judiciais e que permanece à disposição das autoridades. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem sob sigilo.
Fonte: g1.globo.com



