Seis criminosos de Goiás foram identificados entre os mortos na megaoperação policial que ocorreu no Rio de Janeiro, focada no combate ao Comando Vermelho, nos complexos da Penha e do Alemão. A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) divulgou os nomes dos indivíduos que perderam a vida durante a ação, que ocorreu na última terça-feira (28).
Entre os mortos estão Marcos Vinicius da Silva Lima, conhecido como Rodinha, de 27 anos, e Fernando Henrique dos Santos, de 29 anos. Ambos eram apontados como chefes do tráfico de drogas em Goiás, conforme declaração do secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Rodinha já havia sido preso em 2019 por roubo majorado, receptação, tráfico de drogas e uso indevido de substâncias ilícitas em Aparecida de Goiânia. Ele foi condenado a oito anos e sete meses de prisão em regime fechado, além de multa, mas foi solto em 2024 após a Justiça considerar que as provas foram obtidas sem a devida ordem judicial. Segundo as autoridades, Rodinha comandava o tráfico em Itaberaí e Goiânia.
Fernando Henrique dos Santos foi preso pela primeira vez em 2014. Informações indicam que ele teria cometido outros crimes em 2015, 2016, 2017, 2018 e 2020, quando fugiu e permaneceu foragido até a operação no Rio. Os crimes pelos quais Fernando Henrique respondia não foram confirmados.
Além de Rodinha e Fernando Henrique, também foram identificados como mortos os seguintes indivíduos: Eder Alves de Souza, vulgo Disquete; Adan Pablo Alves de Oliveira, vulgo Madruga; Cleiton Cesar Dias Mello, vulgo Cleitinho; e Vanderley Silva Borges, vulgo Deley.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, manifestou-se sobre a megaoperação nas redes sociais, expressando o apoio das forças de segurança goianas e ressaltando o sentimento de orgulho pelo trabalho realizado pelas polícias civis e militares. Ele também destacou o descontentamento da população brasileira com a criminalidade. “O brasileiro não suporta mais conviver com esta total situação de impunidade”, declarou Caiado.
Fonte: g1.globo.com



