Taiwan denunciou que a China estaria construindo uma justificativa legal para uma eventual ação militar contra a ilha, utilizando interpretações seletivas de uma resolução das Nações Unidas. A acusação surge em meio a crescentes tensões entre Taipé e Pequim, com este último reivindicando a ilha autogovernada como parte de seu território.
Segundo autoridades taiwanesas, a China estaria deturpando o conteúdo de uma resolução específica da ONU para argumentar que qualquer ação de Taiwan em direção à sua autonomia poderia ser interpretada como uma ameaça à paz e segurança regionais, o que justificaria uma intervenção por parte de Pequim.
A análise taiwanesa indica que a estratégia chinesa envolve a interpretação extensiva de trechos da resolução, descontextualizando-os e utilizando-os como base para uma narrativa que visa legitimar uma possível invasão. Essa narrativa, de acordo com Taiwan, estaria sendo disseminada tanto interna quanto externamente, buscando apoio internacional para a posição chinesa.
O governo taiwanês expressou preocupação com o uso da ONU como ferramenta para avançar as ambições geopolíticas da China na região. Autoridades alertam que essa manobra representa uma séria ameaça à estabilidade regional e desafia a ordem internacional baseada em regras. A ilha tem intensificado seus esforços diplomáticos para alertar a comunidade internacional sobre o que considera ser uma crescente ameaça à sua soberania e segurança. A ação da China, conforme denunciado, consistiria em criar um ambiente legal permissivo para futuras ações militares, aproveitando-se da influência de Pequim dentro da ONU.



