O governo de São Paulo implementou um plano de contingência para mitigar os efeitos da crise hídrica, estabelecendo sete níveis de medidas. Atualmente, a redução da pressão no abastecimento de água ocorre durante dez horas noturnas, indicando o terceiro nível do plano.
O sistema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo opera com 28,7% de sua capacidade. O plano prevê, em seu nível mais crítico (nível 7), a implementação de rodízio no abastecimento. Em contrapartida, o nível inicial (nível 0) corresponde a condições normais de operação. No nível 1, quando a redução do volume dos mananciais começa a ser perceptível, é aplicado o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA).
Do nível 2 ao 6, o plano prevê diferentes graus da Gestão de Demanda Noturna (GDN), com diminuição da pressão na rede de distribuição por períodos que variam entre 8h, 10h, 12h, 14h ou 16h. O rodízio, conforme as autoridades, será adotado somente se as medidas anteriores não forem suficientes e após aprovação do conselho diretor da Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
As concessionárias de serviço devem submeter à Arsesp qualquer proposta de mudança entre os níveis do plano. Para implementar medidas mais rigorosas, é necessário que o agravamento da situação persista por uma semana consecutiva. Para retornar a medidas menos restritivas, a exigência é de um período de 14 dias consecutivos.
O diretor-presidente da Arsesp, Thiago Mesquita Nunes, afirmou que a definição das áreas afetadas pelas restrições de água se baseia em critérios técnicos, e não na localização geográfica.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



