terça-feira, janeiro 27, 2026
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Prefeito Minimiza Críticas Após Repúdio da Câmara e Evita Pedido Formal de Desculpas

O prefeito Sandro Mabel (UB) adotou um tom mais conciliador ao iniciar a prestação de contas na Câmara Municipal nesta terça-feira (30). Contudo, ele não chegou a pedir desculpas formais aos vereadores que se sentiram ofendidos por suas declarações anteriores à imprensa. Este gesto ocorre após a aprovação de uma nota de repúdio pela Câmara Municipal, motivada por comentários onde o prefeito se referiu a alguns parlamentares como “malandrinhos”.

Durante a apresentação, Mabel reconheceu que “muitas vezes o clima anda quente” e que as suas declarações à imprensa “muitas vezes não sai exatamente o que você falou”. Ele afirmou que qualquer ofensa possa ter ocorrido foi “involuntária”, enfatizando que não há “nada pessoal” nas discussões políticas. “Tenho um respeito muito grande pela Câmara, pelos vereadores e vereadoras que fazem parte dessa Casa”, declarou o prefeito.

Mabel também mencionou a possibilidade de ter ofendido alguém, incluindo o presidente da Comissão Mista, e classificou qualquer ofensa como um ato “involuntário”. Ele acrescentou que também aceita críticas, reconhecendo que “muita gente chega, sobe numa tribuna, xinga você, xinga, xinga, xinga, e faz e discute e tal”, mas reiterou que não há nada pessoal nesses atos, considerando-os parte da política.

O prefeito agradeceu a aprovação de projetos do Executivo pela Câmara, destacando que “essa Câmara tem aprovado projetos importantes para a cidade” e que ele tem “muita alegria em sancioná-las”.

Desde o início do seu mandato, Sandro Mabel tem utilizado metáforas rurais para ilustrar o enfrentamento político. Em justificativas anteriores, ele mencionou a necessidade de “desmamar alguns bezerros” para defender suas decisões. Recentemente, o prefeito afirmou que um deputado estadual critica a sua gestão porque ele teria acabado com a “mamata” dele na Comurg.

A situação se agravou na última semana, quando o vice-governador Daniel Vilela mencionou a existência de “bezerros marrucos” em um evento público. A declaração foi interpretada por alguns vereadores como uma indireta ao Parlamento, aumentando a tensão entre os poderes Executivo e Legislativo.

O ponto crítico foi quando Mabel se referiu aos vereadores Cabo Senna (PRTB) e Lucas Vergílio (MDB) como “malandrinhos” em uma entrevista, após a aprovação de um relatório da LDO que limita a execução do orçamento. Cabo Senna respondeu que a fala do prefeito não atingia apenas os parlamentares, mas também os eleitores que os elegeram.

Além disso, Mabel tem usado relatórios da transição de governo para reforçar o discurso de calamidade financeira da administração anterior, mencionando problemas na saúde, limpeza urbana, infraestrutura e tecnologia.

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