terça-feira, janeiro 27, 2026
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PF Desmantela Esquema Milionário de Fraudes em Pensões da UFRJ

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Capgras, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em desviar pensões e aposentadorias de servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Até o momento, quatro pessoas foram presas, sendo duas no Rio de Janeiro, uma em Nilópolis (RJ) e outra em Mogi das Cruzes (SP), em cumprimento a cinco mandados de prisão.

Paralelamente, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão. Na residência do principal suspeito, localizada em Mogi das Cruzes, a PF encontrou uma estação de trabalho que possivelmente era utilizada para as atividades ilícitas. Computadores, arquivos, documentos, planilhas e anotações detalhando as operações da quadrilha também foram apreendidos.

Na casa de outro investigado, situada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio, foram apreendidos dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, veículos, celulares, uma máquina de contar dinheiro e diversos documentos.

A investigação teve início após a denúncia de um pensionista da UFRJ, que identificou o cadastro fraudulento de um filho inexistente como beneficiário de sua pensão. Após auditoria interna, a universidade identificou diversos casos similares e encaminhou a denúncia à Polícia Federal.

As investigações revelaram que a quadrilha utilizava documentos falsos para fraudar as pensões, cadastrando beneficiários inexistentes para receber os benefícios de servidores já falecidos. Estima-se que o esquema tenha causado um prejuízo de R$ 1,2 milhão à universidade. A PF apura agora se outros órgãos públicos foram afetados pela mesma organização criminosa.

No decorrer das investigações, a polícia identificou outros crimes praticados pelo grupo, incluindo golpes bancários e fraudes em benefícios da previdência social. A quadrilha utilizava laranjas e empresas de fachada para lavar o dinheiro ilícito, movimentando cerca de R$ 22 milhões em um período de três anos. Há indícios de que parte desse montante tenha sido repassada a membros de uma facção criminosa que atua no Rio de Janeiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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