A investigação da perícia na morte de corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, brutalmente assassinada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, atingiu uma nova fase crucial. Para elucidar a dinâmica dos fatos e verificar a plausibilidade do depoimento do síndico, peritos realizaram uma simulação com disparos de arma de fogo no local do crime. Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram detidos, com o síndico acusado de homicídio e ocultação de cadáver, e o filho por obstrução de justiça. O corpo de Daiane foi encontrado em estado de ossada em uma área de mata, cerca de 20 quilômetros distante de Caldas Novas, após mais de 40 dias de seu desaparecimento, em um caso que chocou a comunidade. A complexidade do cenário exige rigor técnico para a plena apuração da verdade.
Andamento da investigação e perícia
A Polícia Civil, por meio do delegado André Barbosa, informou que a perícia no local onde Daiane Alves Sousa foi morta é uma etapa fundamental para a elucidação do crime. A medida visa reconstituir os eventos e confrontar as informações fornecidas pelo principal suspeito, o síndico Cléber Rosa de Oliveira. Este passo sublinha o compromisso das autoridades em desvendar todos os detalhes do ocorrido com base em evidências técnico-científicas.
Detalhes da perícia e o depoimento do síndico
A simulação de disparos de arma de fogo, realizada no local do crime, faz parte dos esforços para verificar a consistência da versão apresentada por Cléber Rosa de Oliveira em seu depoimento. O objetivo é compreender se a sequência de eventos descrita pelo síndico se alinha com as possibilidades técnicas e balísticas. O delegado ressaltou que, embora a simulação envolva o uso de armas, a perícia ainda está em andamento e, por isso, detalhes específicos sobre a dinâmica do crime, incluindo se houve disparos de fato, não foram divulgados. A fase atual busca coletar o máximo de dados para compor um cenário preciso e irrefutável, fundamental para o processo judicial.
Cronologia do desaparecimento e a confissão
O desaparecimento de Daiane Alves Sousa, em 17 de dezembro, gerou grande apreensão e mobilização. A corretora foi vista pela última vez ao se dirigir ao subsolo do prédio onde morava para restabelecer a energia de seu apartamento. Antes de descer, Daiane chegou a enviar vídeos a uma amiga, mostrando o apartamento sem eletricidade e informando que iria religar o padrão de energia. A preocupação aumentou quando sua mãe, Nilze Alves, que havia combinado de encontrá-la no dia seguinte em Caldas Novas, não a encontrou no apartamento, que estava trancado, apesar de Daiane ter deixado a porta aberta.
Os últimos momentos de Daiane e a localização do corpo
Após mais de 40 dias de buscas e incertezas, o síndico Cléber Rosa de Oliveira foi detido e, posteriormente, confessou o crime às autoridades, levando a polícia ao local onde o corpo de Daiane havia sido deixado. O corpo foi encontrado em estado de ossada, em uma área de mata a cerca de 20 quilômetros da cidade de Caldas Novas. A prisão de Cléber ocorreu na quarta-feira, dia 28, sob suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, acusado de obstrução de justiça. Ambos passaram por audiência de custódia na quinta-feira, dia 31, e tiveram suas prisões mantidas pela Justiça, com o Ministério Público afirmando que os mandados foram cumpridos dentro da legalidade. A defesa de Cléber Rosa e Maicon Douglas, em nota, afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o síndico está comprometido em colaborar com as autoridades, reiterando que Maykon não tem qualquer envolvimento na morte de Daiane.
Conflitos prévios e denúncias
A tragédia que envolveu Daiane Alves Sousa não era um evento isolado, mas o ápice de uma série de conflitos pré-existentes. A mãe da corretora, Nilze Alves, revelou que sua filha tinha desavenças com pessoas do prédio, o que já havia resultado em processos judiciais contra o condomínio em anos anteriores, envolvendo questões que tramitavam na justiça de Caldas Novas.
Adicionalmente, a complexidade da relação entre a vítima e o síndico se aprofundou com denúncias formais. Em 19 de janeiro, o Ministério Público havia denunciado Cléber Rosa de Oliveira pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra Daiane. Essa ação judicial já estava em andamento antes mesmo do desaparecimento da corretora. Segundo o promotor Christiano Menezes da Silva Caires, que assina a denúncia, Cléber teria praticado uma série de atos entre os meses de fevereiro e novembro do ano anterior ao desaparecimento, incluindo agressões físicas e verbais, monitoramento constante e perturbação das atividades profissionais e pessoais de Daiane. Tais ações teriam afetado gravemente a liberdade e a privacidade da vítima. No mesmo período, Daiane também havia sido denunciada pelo Ministério Público, mas pelo crime de invasão de domicílio, após ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa de Daiane, contudo, refutava veementemente essa alegação, classificando a acusação do síndico como infundada e omissa à realidade dos fatos. Esse histórico de tensões e litígios é um elemento crucial para compreender a motivação e o desdobramento trágico do caso.
Conclusão
A investigação da morte de Daiane Alves Sousa, com a perícia minuciosa e a simulação de disparos, avança na busca por clareza e justiça. As prisões do síndico Cléber Rosa de Oliveira e de seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, marcam um ponto de virada no caso, trazendo à tona a confissão e a localização do corpo da corretora. A elucidação completa dos fatos, incluindo a dinâmica exata do crime e a participação de cada envolvido, é fundamental para garantir que a verdade prevaleça. O histórico de conflitos e denúncias entre Daiane e o síndico adiciona camadas de complexidade, reforçando a necessidade de uma apuração imparcial e detalhada. A sociedade aguarda ansiosamente por respostas definitivas e pela responsabilização dos culpados, visando a pacificação e a justiça para a vítima e sua família.
Perguntas frequentes
Quem são as principais figuras envolvidas neste caso?
As principais figuras são Daiane Alves Sousa, a corretora assassinada; Cléber Rosa de Oliveira, o síndico do prédio e principal suspeito do homicídio; e Maykon Douglas de Oliveira, filho do síndico, preso por obstrução de justiça.
Qual o objetivo da simulação de disparos na perícia?
A simulação de disparos de arma de fogo tem como objetivo verificar a dinâmica dos fatos, confrontar e corroborar o depoimento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, e coletar evidências técnico-científicas para entender como o crime ocorreu.
Quais as acusações contra o síndico e seu filho?
O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso sob suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foi detido sob a acusação de obstrução de justiça.
Havia histórico de conflitos entre a vítima e o síndico?
Sim, o histórico revela desavenças anteriores entre Daiane e o síndico, incluindo processos judiciais contra o condomínio. O síndico também havia sido denunciado por stalking contra Daiane antes de seu desaparecimento, com acusações de agressões e monitoramento.
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