Spencer Elden, o bebê que estampou a capa do icônico álbum “Nevermind” do Nirvana, viu sua mais recente tentativa de processar a banda e seus representantes ser rejeitada pela justiça. A ação, que alegava exploração sexual infantil, foi inicialmente indeferida em janeiro de 2022.
Elden, que tinha apenas quatro meses de idade na época da sessão fotográfica subaquática para a capa do álbum de 1991, argumentava que a imagem constituía pornografia infantil e que ele havia sofrido danos emocionais permanentes devido à sua disseminação global. Ele buscava uma indenização de US$ 150.000 de cada um dos réus, que incluíam os membros sobreviventes do Nirvana, o espólio de Kurt Cobain, a gravadora e o fotógrafo da capa.
A defesa argumentou que a ação era improcedente e que Elden havia se beneficiado da notoriedade da imagem ao longo dos anos, inclusive recriando a foto em diversas ocasiões. Eles também apontaram que a imagem não se enquadrava na definição legal de pornografia infantil.
Após a rejeição inicial, Elden teve a oportunidade de apresentar uma nova versão de sua queixa, mas perdeu o prazo final para fazê-lo, resultando na rejeição final do caso. Esta não foi a primeira vez que a ação de Elden foi descartada, marcando mais um capítulo na longa e controversa saga envolvendo a imagem de “Nevermind”. O impacto da capa do álbum continua a gerar debate e discussões sobre a exploração da infância e os limites da arte.



