terça-feira, janeiro 27, 2026
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Novembro Roxo Alerta para a Prematuridade: Goiás Intensifica Ações Preventivas

Goiás intensifica as ações de prevenção e cuidado com bebês prematuros durante todo o mês de novembro, em alinhamento com a campanha Novembro Roxo. O ponto alto da mobilização será no dia 17, data que marca o Dia Mundial da Prematuridade, um momento global de conscientização sobre o tema.

No Brasil, cerca de 11% dos bebês nascem antes do tempo previsto, e Goiás acompanha essa proporção, registrando uma média de 92 nascimentos prematuros anualmente. Nascimentos que ocorrem antes das 37 semanas de gestação podem representar riscos à saúde dos recém-nascidos, cujo desenvolvimento ainda não está completo.

O estado conta com unidades especializadas para o atendimento a prematuros. O Hospital Estadual da Mulher (Hemu), o Hospital Estadual do Centro-Norte (HCN) e o Hospital Estadual de Luziânia (Heal) possuem Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), essenciais para o suporte avançado à vida desses bebês. O Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (Hemnsl) oferece Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN), dedicadas ao acompanhamento de prematuros que necessitam de atenção contínua, embora com menor complexidade.

Para ampliar o alcance do cuidado, algumas unidades estão aproveitando a campanha para reforçar as orientações às famílias, tanto para pais que já receberam alta quanto para aqueles com bebês internados. O Hemu programou uma roda de conversa para o dia 17, com informações sobre os cuidados com o bebê prematuro. Na região do Entorno de Brasília, o Heal realizará um curso de sensibilização do método canguru para os colaboradores da unidade nos dias 11 e 12 de novembro.

A prematuridade pode levar a dificuldades respiratórias, maior suscetibilidade a infecções e possíveis complicações neurológicas, frequentemente exigindo internação em UTIs neonatais. Após a alta hospitalar, o acompanhamento multiprofissional é crucial para garantir o desenvolvimento pleno da criança.

Fatores como infecções maternas, hipertensão, diabetes, gestação múltipla, curto intervalo entre gestações, malformações fetais, tabagismo, consumo de álcool e drogas, e estresse podem estar associados ao parto prematuro. Embora nem todos os casos possam ser evitados, muitos podem ser prevenidos com um pré-natal regular, monitoramento de doenças e atenção integral à saúde física e emocional da gestante.

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