Uma controvérsia envolvendo uma denúncia de agressão de jogador do Vila Nova agitou as redes sociais e o meio esportivo. Karina Sales alega ter sido vítima de violência física por parte de Gustavo Mathiello, atacante do clube goiano, em um bar na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, no último domingo (22). Segundo o relato da mulher, a confusão teria se iniciado após “esbarrões e xingamentos constantes”, culminando em um soco e chutes. Contudo, a assessoria do atleta nega veementemente as acusações, apresentando uma versão dos fatos que aponta para uma dinâmica diferente, inclusive com a participação de outras pessoas na discussão. O incidente, que ganhou repercussão, está sob investigação das autoridades policiais.
A denúncia e a versão da mulher
O relato de Karina Sales
Karina Sales utilizou as redes sociais para divulgar sua versão dos fatos, alegando ter sido brutalmente agredida por Gustavo Mathiello, atacante do Vila Nova Futebol Clube. Segundo seu relato, o incidente ocorreu na madrugada do último domingo (22) em um bar localizado na Ilha do Governador, Rio de Janeiro. Na ocasião, Karina estava acompanhada de seu marido e um grupo de amigos.
A mulher detalhou que a confusão teve início após uma série de “esbarrões e xingamentos constantes” por parte do jogador. Ao questionar o que classificou como uma “atitude desnecessária”, Karina afirma ter recebido um soco no rosto, o que a teria feito cair no chão. Ainda caída, ela alega ter sido atingida por chutes. As consequências da suposta agressão não foram detalhadas em termos de lesões específicas, mas a denúncia aponta para um ato de violência física grave.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou o registro da ocorrência na 37ª Delegacia de Polícia (DP), na Ilha do Governador, sob a classificação de lesão corporal. As autoridades informaram que já ouviram testemunhas e que diligências estão em andamento com o objetivo de localizar o suposto autor e esclarecer a dinâmica completa do incidente. A investigação busca elementos que corroborem as alegações da denunciante e permitam a responsabilização dos envolvidos.
A defesa do jogador e as contestações
A negativa de Gustavo Mathiello e sua assessoria
Em contrapartida à denúncia de Karina Sales, o jogador Gustavo Mathiello, por meio de sua assessoria, negou categoricamente todas as acusações de agressão. A defesa do atacante, representada por Bruno Albuquerque, apresentou uma versão dos acontecimentos que diverge significativamente do relato da mulher, colocando a origem da confusão em uma perspectiva distinta.
Segundo a assessoria, a confusão teria sido iniciada por Karina Sales, que, de forma “agressiva”, teria partido para cima do jogador. Albuquerque enfatizou que, no calor do momento, “ninguém tem sangue de barata e sim, tem direito de se defender”. Ele alegou ainda que a briga principal se deu com o marido de Karina, que também teria se envolvido na contenda. A defesa sugeriu que, em situações como essa, “não se machuca só um”, indicando que a dinâmica teria sido de um conflito generalizado e não uma agressão unilateral.
Um ponto de contestação levantado pela assessoria foi a publicação de Karina em redes sociais. Alegou-se que o relato inicial foi contestado por muitos dos presentes no bar e que, posteriormente, a postagem teria sido editada com restrição de comentários, supostamente para evitar a exposição de uma versão diferente dos fatos por parte de outras testemunhas.
O Vila Nova Futebol Clube, time de Gustavo Mathiello, também se pronunciou sobre o caso. A equipe informou que o atleta está em período de férias e que, em contato com a diretoria, negou qualquer participação na situação descrita e afirmou não conhecer a mulher que o acusa. Essa declaração reforça a postura de negativa do jogador em relação às alegações de agressão.
O papel do bar e das autoridades
A investigação do incidente também envolveu o Bar Ilha do Sol, local onde a suposta agressão teria ocorrido. O estabelecimento emitiu um comunicado público, agradecendo o apoio da Polícia Militar e reforçando seu compromisso com a segurança e o bem-estar de seus frequentadores. Na nota, o bar declarou não compactuar “com violência, desrespeito ou qualquer tipo de preconceito”, mas afirmou que suas câmeras de segurança não filmaram a confusão, o que significa que não há provas visuais diretas contra o jogador a partir de seu sistema interno.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro também foi acionada para atender à ocorrência, que foi descrita como uma “confusão generalizada”. Conforme o comunicado da corporação, um casal abordou os policiais no local, alegando ter sido vítima de agressão. No entanto, os supostos autores da briga não foram identificados e localizados no momento, uma vez que a briga já havia cessado quando os agentes chegaram. A PM informou ainda que não houve prisões, mas que algumas pessoas envolvidas foram conduzidas ao Hospital Municipal Evandro Freire para receber atendimento médico, indicando que houve feridos na confusão.
A falta de imagens que comprovem a agressão é um elemento central na defesa do jogador. Bruno Albuquerque, empresário de Mathiello, disse ter solicitado as imagens ao bar, mas foi informado que o material só seria disponibilizado mediante autorização policial. Posteriormente, o bar teria comunicado que as câmeras não registraram a confusão. O empresário questiona o fato de nenhuma imagem dos supostos xingamentos ou do momento da agressão ter sido divulgada por Karina Sales ou por outras testemunhas, reforçando a condição de que o jogador só irá se pronunciar oficialmente caso vídeos ou outras provas da suposta agressão sejam apresentados publicamente.
O futuro da investigação e a busca por evidências
A controvérsia em torno da suposta agressão que envolve Karina Sales e o jogador Gustavo Mathiello permanece com narrativas conflitantes e sem um desfecho claro. Enquanto a mulher mantém a denúncia de violência física após uma sequência de “esbarrões e xingamentos”, a defesa do atleta refuta as acusações, sugerindo que a confusão foi iniciada pela própria denunciante e que seu marido também se envolveu. As autoridades, representadas pela Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro, confirmaram o registro da ocorrência e a condução de algumas pessoas para atendimento médico, mas a falta de imagens das câmeras do bar e a não identificação imediata dos supostos agressores dificultam a elucidação dos fatos. O caso segue sob investigação, aguardando novas diligências e possíveis provas que possam esclarecer a dinâmica real do incidente e determinar responsabilidades.
Perguntas frequentes sobre o caso
Quem é o jogador envolvido na denúncia?
O jogador envolvido na denúncia é Gustavo Mathiello, atacante que atualmente está de férias do Vila Nova Futebol Clube.
Qual a principal divergência entre os relatos?
Karina Sales alega ter sido agredida unilateralmente após “esbarrões e xingamentos” que partiram do jogador. Já a defesa de Gustavo Mathiello afirma que a confusão foi iniciada por Karina, que teria agido agressivamente, e que seu marido também se envolveu na briga.
Há provas concretas da agressão?
Até o momento, o Bar Ilha do Sol, local do incidente, informou que suas câmeras de segurança não registraram a confusão. A defesa do jogador também questiona a ausência de outras imagens ou vídeos que comprovem as alegações de agressão, e o jogador se recusa a comentar sem a apresentação de tais provas. A Polícia Civil segue investigando.
Qual a posição do Vila Nova Futebol Clube?
O Vila Nova Futebol Clube informou que o atleta está de férias e que, em contato com ele, o jogador negou ter participado da situação e afirmou não conhecer a denunciante.
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