Janildo da Silva Magalhães, acusado do estupro e assassinato de Amélia Vitória Oliveira de Jesus, de 14 anos, está sendo julgado por um júri popular nesta terça-feira, no Fórum Central de Aparecida de Goiânia. O crime brutal, ocorrido em novembro de 2023, chocou a comunidade local. Amélia Vitória desapareceu após sair de casa para buscar a irmã na escola.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Janildo enfrenta acusações de sequestro, violência sexual e homicídio qualificado. O réu já possui antecedentes criminais, incluindo registros por tráfico de drogas, estupro e roubo, e permanece sob prisão preventiva desde a época do crime.
A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) é responsável pela defesa de Janildo. Segundo o defensor público Maxmiliano Silva, há documentos que indicam problemas de ordem psicológica no acusado. A defesa buscará o reconhecimento da semi-imputabilidade de Janildo pelo Conselho de Sentença, o que pode influenciar na determinação da pena. O Tribunal de Justiça reconheceu, através da Junta Médica do Estado de Goiás, a condição psicológica do acusado.
Familiares de Amélia Vitória acompanham o julgamento com grande expectativa. A mãe da adolescente, Cristina Moreira de Oliveira, expressou o desejo de que o acusado seja condenado à pena máxima. A tia de Amélia, Cristiane Moreira de Oliveira, compartilhou a dor da família e reforçou o pedido por uma condenação exemplar, sem benefícios para o réu.
Além do crime contra Amélia Vitória, Janildo responde por estuprar a enteada em 2022, quando a vítima tinha 15 anos.
As investigações da Polícia Civil revelaram que Amélia Vitória foi estuprada em dois locais distintos: em uma área de mata e em uma casa abandonada. A polícia apurou que Janildo tinha o hábito de cometer furtos e roubos na região. No dia do crime, ele teria sequestrado Amélia Vitória enquanto ela se dirigia à escola, levando-a para trás de um imóvel onde teria cometido o primeiro ato de violência. Em seguida, transportou a vítima de bicicleta por cerca de 6 km até o imóvel abandonado, onde continuou o abuso durante toda a noite, culminando no assassinato por asfixia.
A identificação do acusado foi possível através de exames periciais que confirmaram o estupro e a comparação do material genético com o Banco Nacional de Perfis Genéticos, onde Janildo já possuía cadastro devido a um crime de estupro anterior.
Fonte: g1.globo.com



