terça-feira, janeiro 27, 2026
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Hugol aprimora resposta a desastres com simulação de múltiplas vítimas

Na última segunda-feira, a cidade de Goiânia foi palco de um exercício crucial para aprimorar a capacidade de resposta a grandes emergências. O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), uma unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), realizou sua 5ª simulação de desastre e catástrofe. O evento, que teve início às 10 horas no Parque Nova Esperança, próximo à GO-070, simulou um acidente de trânsito de grandes proporções envolvendo múltiplas vítimas. Este treinamento anual visa testar e integrar, de forma prática e coordenada, a atuação do hospital com diversas forças de segurança e resgate, garantindo que a resposta em um cenário real seja eficiente e salva-vidas. A iniciativa sublinha o compromisso contínuo com a segurança e a preparação para incidentes complexos.

Preparação e cenário do exercício

O ensaio crucial para situações de urgência

A 5ª Simulação de Catástrofe e Desastre do Hugol não é apenas um evento isolado, mas parte de um programa de treinamento anual que se consolida como um pilar fundamental na estratégia de gestão de emergências do estado. O diretor-geral do Hugol, Wermerson Silva, ressalta que o exercício funciona como um “grande laboratório” para a equipe hospitalar. Em um ambiente controlado e seguro, é possível reproduzir as condições caóticas e imprevisíveis de um acidente real com múltiplas vítimas, permitindo que os profissionais testem fluxos de trabalho, avaliem a eficácia dos protocolos existentes e identifiquem potenciais gargalos ou pontos de melhoria. Essa abordagem proativa é vital para assegurar que, em caso de uma ocorrência verídica, a resposta seja rápida, coordenada e, acima de tudo, eficaz, minimizando o impacto sobre as vítimas e a comunidade. A capacidade de adaptação e aprendizado contínuo demonstrada por meio desses simulados eleva o padrão de atendimento em urgências e emergências.

Realismo da simulação e o papel das vítimas fictícias

Para garantir o máximo de realismo à simulação, foram caracterizadas 20 vítimas com uma vasta gama de ferimentos, variando de lesões leves a casos moderados e graves, exigindo diferentes níveis de intervenção médica. Esse detalhamento na composição do cenário é crucial, pois força as equipes a praticarem a triagem, uma etapa crítica onde a gravidade de cada paciente é rapidamente avaliada para priorizar o atendimento. O simulado começou com o primeiro atendimento no local do “acidente” – onde equipes de resgate pré-hospitalar tiveram de estabilizar as vítimas e as preparar para o transporte. Em seguida, as vítimas foram encaminhadas ao Hugol, onde foram submetidas a um rigoroso processo de triagem na entrada da emergência. Após a classificação, cada uma recebeu atendimento de emergência específico, culminando em internação conforme a necessidade e a complexidade de seus “ferimentos”. Essa metodologia permite testar toda a cadeia de atendimento, desde a cena do impacto até a recuperação hospitalar, aprimorando a capacidade de resposta global.

Sinergia entre forças de resgate e saúde

A colaboração interinstitucional essencial

O sucesso de qualquer resposta a um desastre com múltiplas vítimas depende intrinsecamente da colaboração e da sinergia entre diferentes instituições. A simulação do Hugol destacou essa premissa ao envolver uma vasta rede de parceiros, cada um com um papel específico e indispensável. A Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO), por meio do 1º Batalhão Rodoviário (BPMRV), foi fundamental na gestão do tráfego e na segurança da área do “acidente”, garantindo o fluxo para as equipes de resgate. O Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) demonstrou a importância do apoio aéreo, seja para transporte rápido de vítimas graves para unidades de referência, seja para coordenação de grandes áreas ou reconhecimento de cena. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) ficou responsável pelo resgate e desencarceramento, ações cruciais nos primeiros minutos de um incidente.

Paralelamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) coordenaram o atendimento pré-hospitalar e o transporte sanitário, assegurando que as vítimas recebessem os primeiros socorros adequados ainda no local e fossem encaminhadas de forma segura e rápida aos hospitais. Essa rede integrada foi apoiada por entidades como o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), que contribuiu com a organização do tráfego e sinalização; a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que avaliou possíveis impactos ambientais; a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), na gestão da infraestrutura viária; e a Emergency Medical Services, que trouxe expertise em coordenação de resposta a emergências. Juntos, esses órgãos criam um ecossistema de resposta robusto, capaz de se adaptar a qualquer eventualidade e agir de forma coesa diante de grandes desafios.

Fluxos de atendimento e resposta hospitalar

Uma vez que as vítimas “chegam” ao Hugol, a eficiência do sistema hospitalar é posta à prova. O fluxo de atendimento é meticulosamente desenhado para maximizar a capacidade de resposta e minimizar o tempo de espera para os casos mais críticos. A triagem, que pode ser realizada tanto no ambiente externo do hospital, em uma área de descontaminação ou pré-triagem, quanto na porta da emergência, emprega protocolos reconhecidos internacionalmente para classificar os pacientes por cores, indicando a urgência do atendimento. Pacientes “vermelhos” (gravíssimos) recebem prioridade máxima, sendo encaminhados diretamente para salas de emergência de alta complexidade. Em seguida, vêm os “amarelos” (moderados), que requerem atenção rápida, e os “verdes” (leves), que podem aguardar com segurança.

Após a triagem e direcionamento, os profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos e demais equipes multidisciplinares – atuam em conjunto para estabilizar as vítimas, realizar procedimentos de emergência, como intubação, controle de hemorragias, exames de imagem e laboratoriais, e iniciar os tratamentos necessários conforme o protocolo de cada tipo de trauma. Os casos que exigem internação prolongada ou cuidados intensivos são então direcionados para as unidades adequadas, como terapia intensiva, enfermarias especializadas ou centros cirúrgicos, garantindo uma continuidade do cuidado do trauma agudo até a recuperação. O simulado permite aprimorar essa coordenação interna, otimizando a comunicação entre as equipes e a transição entre os diferentes níveis de cuidado, o que é fundamental para salvar vidas em situações de desastre.

Avaliação e impacto na segurança pública

A realização periódica de simulados de catástrofe e desastre, como o promovido pelo Hugol, representa um investimento inestimável na segurança e bem-estar da população de Goiás. Mais do que um simples exercício, esses treinamentos são plataformas de aprendizado contínuo, onde cada etapa é meticulosamente avaliada para identificar sucessos e oportunidades de melhoria. A capacidade de integrar múltiplas agências, desde o primeiro atendimento no local do incidente até o cuidado hospitalar avançado, fortalece toda a cadeia de resposta a emergências. O conhecimento adquirido e os protocolos refinados resultam em equipes mais coesas, eficientes e preparadas para enfrentar os desafios de um cenário real. A dedicação do Hugol e de seus parceiros em simular esses eventos complexos demonstra um compromisso exemplar com a excelência no atendimento de urgência, reforçando a confiança da comunidade na capacidade de resposta do estado diante de adversidades.

Perguntas frequentes

1. Qual o objetivo principal da simulação realizada pelo Hugol?
O objetivo principal é testar, na prática, a atuação integrada do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) com diversas forças de segurança e resgate em um cenário de acidente com múltiplas vítimas. A simulação visa identificar pontos de melhoria nos fluxos de atendimento e garantir que a equipe esteja preparada para um evento real, otimizando a coordenação e a eficácia da resposta.

2. Quantas vítimas fictícias foram utilizadas no exercício e qual a sua importância?
Foram utilizadas 20 vítimas fictícias, caracterizadas com diferentes tipos de ferimentos (leves, moderados e graves). A importância delas reside em proporcionar o máximo de realismo ao treinamento, permitindo que as equipes pratiquem a triagem, o atendimento de emergência e a tomada de decisões sob condições que simulam a pressão e a complexidade de um desastre real com diversos graus de gravidade.

3. Quais instituições, além do Hugol, participaram ativamente do simulado?
Além da equipe multiprofissional do Hugol, o simulado contou com a participação fundamental do 1º Batalhão Rodoviário da Polícia Militar do Estado de Goiás (BPMRV), Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), além de instituições de apoio como Detran-GO e Amma.

Para mais informações sobre as iniciativas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) em preparação para emergências e como você pode apoiar ações de saúde e segurança, visite o site oficial da unidade ou acompanhe suas redes sociais para atualizações contínuas.

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