Um lavrador de 37 anos foi preso em Corumbá de Goiás, no entorno do Distrito Federal, sob a suspeita de divulgar um vídeo íntimo de sua ex-companheira, de 40 anos, em diversos grupos de WhatsApp. A prisão ocorreu na última terça-feira e o suspeito permanece detido em um presídio em Anápolis, após passar por audiência de custódia.
De acordo com as investigações, o homem, cuja identidade não foi revelada, ainda enviou mensagens com tom de deboche à vítima após a divulgação do vídeo. Em uma das mensagens, ele escreveu: “Vai vendo. Só chama a polícia para mim”.
Em depoimento à polícia, o suspeito negou as acusações, alegando ter perdido seu celular cinco dias antes da ocorrência e que outra pessoa poderia ter sido responsável pela divulgação das imagens.
A delegada responsável pelo caso informou que o casal manteve um relacionamento de aproximadamente dois anos, com separações e reconciliações, desde janeiro. A divulgação do vídeo íntimo ocorreu poucas horas antes da prisão do lavrador.
As mensagens obtidas pela polícia revelam que o suspeito encaminhou o vídeo diretamente para a vítima. Em outra conversa, a mulher o alertou sobre o crime de divulgar conteúdo íntimo sem autorização, ao que ele respondeu, em tom de deboche: “Tô nem aí. Mandei para sua filha”. A vítima então afirmou que o denunciaria à polícia, e o homem respondeu: “Lindo pra você. Vamos uai”.
A vítima havia informado às autoridades que possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que vinha sendo desrespeitada. O lavrador deverá responder pelo crime de divulgação de cena íntima sem autorização, cuja pena máxima é de cinco anos de prisão.
Fonte: g1.globo.com



