terça-feira, janeiro 27, 2026
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Home Office em Declínio: Proporção de Trabalhadores Remotos Cai para 7,9% em 2024

Após um período de ascensão impulsionado pela pandemia, o trabalho em regime de home office apresentou recuo nos últimos dois anos. Dados recentes apontam que, em 2024, aproximadamente 6,6 milhões de pessoas exerciam suas atividades profissionais em suas residências. Este número representa uma diminuição em relação a 2022, quando mais de 6,7 milhões adotavam essa modalidade.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) revela que a proporção de trabalhadores em home office caiu de 8,4% para 7,9%. Em 2023, esse índice era de 8,2%, com 6,61 milhões de pessoas trabalhando remotamente. O levantamento, que exclui empregados do setor público e trabalhadores domésticos, considera um universo de 82,9 milhões de trabalhadores em 2024.

O estudo também aponta que as mulheres representam a maioria dos trabalhadores em home office, correspondendo a 61,6% do total. Analisando o total de trabalhadoras, 13% delas atuam em regime remoto, enquanto entre os homens essa parcela é de 4,9%.

Apesar da queda, a proporção de trabalhadores em home office ainda se mantém acima dos níveis pré-pandemia. Em 2012, apenas 3,6% dos trabalhadores atuavam em suas residências, número que subiu para 5,8% em 2019, atingindo o pico de 8,4% em 2022.

A redução do home office tem gerado descontentamento em algumas empresas. Recentemente, um banco anunciou a regressão gradual do trabalho remoto, resultando em demissões. Em outro caso, funcionários de uma empresa realizaram uma paralisação em protesto contra a diminuição do teletrabalho.

A pesquisa também apresenta dados sobre o local de trabalho dos brasileiros: 59,4% trabalham no estabelecimento do próprio empreendimento, 14,2% em local designado pelo empregador, 8,6% em fazendas, sítios ou chácaras, e 4,9% em veículos automotores. Curiosamente, o número de pessoas que trabalham em veículos automotores aumentou de 3,7% em 2012 para 4,9% em 2024, refletindo o crescimento de serviços de aplicativo e a popularização dos food trucks.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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