Goiânia foi palco da segunda edição da Feira da Agricultura Familiar e Economia Criativa, um evento que ressalta a vitalidade dos produtores locais e a riqueza do artesanato regional. Realizada em 4 de fevereiro, das 11h às 16h, na Secretaria de Estado da Economia, localizada na Avenida Vereador José Monteiro, nº 2233, no Setor Nova Vila, a iniciativa teve como principal objetivo estreitar os laços entre produtores e consumidores. A Feira da Agricultura Familiar e Economia Criativa consolidou-se como um ponto de encontro essencial, onde o público teve a oportunidade de adquirir diretamente produtos frescos e autênticos, cultivados com dedicação e elaborados com esmero por mãos goianas. Ao promover a venda direta, a feira não apenas oferece uma experiência de compra diferenciada, mas também impulsiona a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico de centenas de famílias que dependem da agricultura familiar e da economia criativa para sua subsistência, fortalecendo a cadeia produtiva regional.
Fortalecendo conexões e valorizando a produção local
A feira representou um modelo eficaz de aproximação entre quem cultiva e quem consome, cumprindo a promessa de levar o campo diretamente à cidade. Produtores rurais e cooperativas de agricultura familiar tiveram a chance de apresentar seus produtos, eliminando intermediários e garantindo preços justos para ambos os lados. Empreendedores da economia criativa também desempenharam um papel fundamental, exibindo uma vasta gama de artigos artesanais que refletem a identidade cultural e a habilidade manual da região. Esse contato direto permite ao consumidor não apenas acessar itens de alta qualidade e frescor incomparável, mas também conhecer as histórias por trás de cada produto, valorizando o trabalho árduo e o compromisso dos produtores com a excelência.
Produtos frescos e o toque do artesão
A diversidade de itens disponíveis na feira foi um dos seus grandes atrativos, transformando o espaço em um verdadeiro paraíso gastronômico e artesanal. Os visitantes puderam encontrar uma seleção variada de hortifruti, diretamente da roça, garantindo frescor e sabor inigualáveis. Queijos artesanais, produzidos com receitas tradicionais, e doces caseiros, que remetem à culinária de fazenda, estavam entre os destaques. Para os apreciadores de bebidas típicas, a cachaça artesanal goiana ofereceu uma experiência autêntica. O artesanato, por sua vez, apresentava-se em diferentes formas e materiais, desde peças decorativas a utensílios funcionais, demonstrando a criatividade e o talento dos artesãos locais. A oferta gastronômica era complementada por pratos preparados com produtos da roça, como a popular coxinha de mandioca, que se tornou um símbolo da culinária regional e uma das opções mais procuradas para degustação no local. A ampla gama de produtos não apenas satisfaz diferentes gostos, mas também celebra a riqueza da produção agropecuária e cultural de Goiás.
Impacto e perspectivas de crescimento
A realização da segunda edição da feira, após o sucesso da primeira, reforça a importância dessa iniciativa para o ecossistema econômico de Goiânia. A edição inaugural, realizada no Paço Municipal, demonstrou o grande potencial do evento, com a participação de mais de 60 produtores e 20 cooperativas, gerando cerca de R$ 60 mil em vendas em um único dia. Esses números expressivos atestam a demanda do público por produtos frescos, orgânicos e artesanais, ao mesmo tempo em que validam o formato de venda direta como um modelo sustentável de negócio para os produtores. O êxito das edições anteriores impulsiona a organização a expandir o alcance e o impacto da feira, buscando novas estratégias para beneficiar um número ainda maior de produtores e consumidores na capital goiana.
Apoio institucional e a visão de uma feira itinerante
Além da comercialização, a feira teve um componente crucial de apoio e desenvolvimento aos produtores. Instituições parceiras, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), estiveram presentes para oferecer orientação e capacitação. Essas parcerias são vitais para o aprimoramento das técnicas de produção, gestão e comercialização, contribuindo diretamente para a profissionalização do setor. Jorge Gonçalves, diretor de Indústria e Agronegócio da Sedicas, enfatizou a visão de tornar a feira itinerante, alcançando diferentes bairros da cidade. “Estamos fazendo um mapeamento dos produtores rurais de Goiânia para enxergar esse público, entender as dores do produtor e, a partir disso, construir políticas públicas voltadas para desenvolvimento, geração de renda e emprego”, explicou Gonçalves. Essa estratégia busca identificar as necessidades específicas de cada região e produtor, permitindo a criação de políticas mais eficazes e inclusivas que promovam o crescimento sustentável da agricultura familiar e da economia criativa em toda a capital.
Impulsionando o desenvolvimento regional e a cultura local
A Feira da Agricultura Familiar e Economia Criativa transcende a mera comercialização de produtos; ela se consolida como um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico de Goiânia. Ao conectar diretamente produtores e consumidores, o evento não apenas garante acesso a alimentos frescos e de qualidade, mas também fomenta a geração de renda e emprego no campo e na cidade. A valorização dos produtos artesanais e da culinária típica fortalece a identidade cultural da região, enquanto a capacitação e o apoio institucional oferecidos contribuem para a sustentabilidade e o crescimento do setor. Com o planejamento de se tornar itinerante e o compromisso com a formulação de políticas públicas adaptadas, a feira projeta-se como um catalisador contínuo de progresso, inclusão e reconhecimento do talento e esforço dos goianos.
FAQ
Qual é o objetivo principal da Feira da Agricultura Familiar e Economia Criativa?
O principal objetivo é aproximar produtores rurais e empreendedores da economia criativa dos consumidores, promovendo a venda direta de produtos frescos e artesanais. Isso visa valorizar a produção local, garantir preços justos e fomentar o desenvolvimento socioeconômico das famílias envolvidas.
Quais tipos de produtos são encontrados na feira?
A feira oferece uma ampla variedade de produtos, incluindo hortifruti frescos, queijos artesanais, doces caseiros, cachaças regionais, diversos itens de artesanato e pratos preparados com ingredientes da roça, como a popular coxinha de mandioca. A diversidade busca atender a diferentes gostos e promover a riqueza da produção local.
Como a feira contribui para o desenvolvimento local?
A feira contribui para o desenvolvimento local de várias formas: gerando renda e empregos para produtores e artesãos, impulsionando a economia da agricultura familiar e da economia criativa, fortalecendo a cultura regional através da valorização de produtos típicos, e conectando o público a produtos de qualidade superior e frescos, muitos deles orgânicos.
Existem planos para futuras edições da feira?
Sim, a proposta é que a feira se torne itinerante, passando por diferentes locais da cidade de Goiânia. A organização está realizando um mapeamento de produtores rurais para entender suas necessidades e, a partir disso, construir políticas públicas focadas em desenvolvimento, geração de renda e emprego para o setor.
Para mais informações sobre as próximas edições da Feira da Agricultura Familiar e Economia Criativa ou para saber como participar como produtor ou consumidor, acompanhe os canais oficiais de comunicação da prefeitura.



