A capital goiana registrou, no último sábado, um volume significativo de chuvas, impulsionando a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) a implementar ações preventivas e integradas. Essa mobilização faz parte de um protocolo de segurança mais amplo, coordenado pelo Gabinete de Crise Climática, um esforço conjunto entre diversos órgãos municipais e estaduais para garantir a segurança da população durante períodos de instabilidade meteorológica. As intervenções pontuais, como a interdição preventiva de vias críticas, demonstraram a eficácia do monitoramento em tempo real e da pronta resposta das equipes em campo. A atuação integrada visa mitigar os riscos associados às fortes precipitações, priorizando a fluidez do tráfego e, acima de tudo, a preservação de vidas diante de cenários climáticos adversos na cidade.
Ações coordenadas e o gabinete de crise climática
Estratégia multissetorial contra as chuvas
No sábado (13/12), Goiânia enfrentou um cenário de chuvas intensas que desencadeou uma série de ações preventivas por parte da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), em colaboração com o Gabinete de Crise Climática. Este gabinete representa uma força-tarefa crucial, composta por diversas entidades governamentais dedicadas a respostas coordenadas em situações de emergência climática. Entre os participantes estão a Defesa Civil, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o Corpo de Bombeiros Militar, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). A união dessas forças é vital para uma abordagem holística e eficaz na gestão de riscos e na proteção da infraestrutura e dos cidadãos.
A importância dessa articulação ficou evidente com os dados fornecidos pelo Cimehgo. Durante a manhã do sábado, a região Oeste de Goiânia, especificamente na área do Lago das Rosas, registrou um volume máximo de 23,2 milímetros de chuva. Esse índice, embora possa parecer moderado para alguns, é um alerta significativo que demanda monitoramento contínuo e medidas proativas, especialmente em uma cidade com histórico de pontos de alagamento. A capacidade de prever e quantificar os eventos climáticos permite que as equipes atuem com antecedência, transformando a informação em estratégia de campo para evitar incidentes maiores.
A atuação preventiva é a pedra angular da estratégia do Gabinete de Crise Climática. Em vez de esperar que desastres aconteçam, a filosofia é antecipar os riscos e agir para minimizá-los. Isso inclui o monitoramento constante das condições meteorológicas, a identificação de áreas vulneráveis e a mobilização de recursos humanos e tecnológicos antes mesmo que a situação se agrave. A colaboração entre os órgãos garante que as informações sejam compartilhadas em tempo real e que as decisões sejam tomadas de forma ágil e embasada, otimizando a resposta a cada nova ocorrência.
Interdições preventivas e monitoramento tecnológico
Segurança viária em pontos críticos
Um dos pontos mais críticos e que demanda atenção redobrada durante as chuvas em Goiânia é a Marginal Botafogo. Na manhã do sábado, a via foi interditada de forma preventiva por aproximadamente 45 minutos. É fundamental ressaltar que essa medida não foi motivada por um transbordamento do córrego, mas sim pela elevação do nível da água, detectada em tempo real pelas equipes de monitoramento. A ação visou evitar que a situação evoluísse para um risco maior aos motoristas. Somente após a confirmação da redução do nível do córrego e a avaliação de que as condições de segurança estavam restabelecidas, as barreiras foram removidas e a via foi liberada para o tráfego.
Outro ponto que exigiu intervenção preventiva foi a Avenida 87. Também em decorrência da elevação do nível da água e o registro de alagamento pontual, a via foi fechada ao tráfego de veículos por cerca de 30 minutos. Assim como na Marginal Botafogo, a prioridade foi garantir a segurança dos usuários. A reabertura ocorreu apenas quando as equipes de campo confirmaram a normalização da situação e a eliminação de qualquer risco iminente. Essas interdições temporárias ilustram a agilidade e a responsabilidade das equipes em campo, que atuam sob a orientação direta do Centro de Controle Operacional (CCO).
Inaugurado em março deste ano, o CCO desempenha um papel fundamental no acompanhamento das condições de trânsito e das vias em tempo real. Equipado com um avançado sistema de câmeras, o centro permite que as equipes monitorem continuamente o nível dos córregos e o comportamento do tráfego em diversos pontos da cidade. O diretor de Trânsito, Luis Tiago Santos, enfatizou a importância estratégica do CCO. Segundo ele, “o monitoramento já vinha sendo feito desde o início das chuvas que chegaram a Goiânia, A partir disso, os agentes passaram a atuar de forma integrada, tanto com equipes de plantão nas ruas, que fizeram o fechamento rápido da via quando o nível do córrego começou a subir, quanto com o acompanhamento direto de dentro do CCO”.
Santos destacou que o CCO transcende a função de fiscalização. “Ele não tem apenas caráter de autuação. Ele é, principalmente, uma ferramenta de monitoramento do trânsito e da cidade. Esse acompanhamento em tempo real nos dá a perspectiva necessária para agir com rapidez, especialmente na Marginal Botafogo, que é um dos pontos mais críticos de Goiânia em períodos de chuva”, explicou. Essa perspectiva em tempo real é o que permite a tomada de decisões rápidas e a mobilização eficiente de recursos para garantir a segurança viária e a fluidez do trânsito mesmo em condições climáticas desafiadoras.
Compromisso e tecnologia na preservação de vidas
A resposta coordenada e tecnologicamente avançada de Goiânia às chuvas de sábado reforça o compromisso da gestão municipal com a segurança e o bem-estar da população. A sinergia entre o Gabinete de Crise Climática e a operação do Centro de Controle Operacional (CCO) exemplifica como a integração de múltiplos órgãos e a aplicação de tecnologia de ponta podem transformar a gestão de emergências climáticas. O Secretário de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, sublinhou a determinação da administração em manter todas as equipes em estado de alerta máximo durante o período chuvoso. “A determinação do prefeito é agir de forma rápida, integrada e responsável. Nosso foco é preservar vidas. O trabalho deste sábado mostra que planejamento, tecnologia e equipes preparadas fazem a diferença nos momentos mais críticos”, afirmou Abreu. Este modelo de atuação proativa e baseada em dados não apenas minimiza os transtornos causados pelas intempéries, mas, crucialmente, salvaguarda a vida dos cidadãos, evidenciando que a preparação e a infraestrutura tecnológica são investimentos essenciais para a resiliência urbana.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que é o Gabinete de Crise Climática de Goiânia?
É uma força-tarefa multissetorial que reúne diferentes órgãos municipais e estaduais, como a SET, Defesa Civil, Amma, Corpo de Bombeiros, GCM e Cimehgo. Seu objetivo é coordenar ações preventivas e de resposta a eventos climáticos adversos na capital, garantindo a segurança da população e a gestão de riscos.
2. Por que a Marginal Botafogo foi interditada preventivamente durante as chuvas?
A interdição foi uma medida preventiva, realizada devido à elevação do nível da água no córrego, e não por transbordamento. A ação visou evitar situações de risco para os motoristas, sendo a via liberada após a confirmação da redução do nível da água e a restauração das condições seguras.
3. Qual o papel do Centro de Controle Operacional (CCO) nas ações preventivas?
O CCO, inaugurado em março, é uma ferramenta essencial para o monitoramento em tempo real das condições de trânsito e dos níveis dos córregos em Goiânia. Através de câmeras e sistemas de comunicação, o centro repassa informações e orientações diretas às equipes em campo, possibilitando respostas rápidas e eficazes em pontos críticos, como a Marginal Botafogo, durante períodos de chuva.
Mantenha-se informado sobre as ações de segurança e prevenção em Goiânia, acompanhando os comunicados oficiais.



