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Goiânia prepara demolição de estruturas irregulares em áreas de preservação

A capital goiana se prepara para uma série de intervenções cruciais que visam à segurança pública e à preservação ambiental. A Prefeitura de Goiânia, através de uma ação integrada, iniciou o mapeamento e agendou a demolição de construções abandonadas e em ruínas localizadas às margens do Córrego Capim Puba, uma importante área de preservação. Estes locais, conhecidos popularmente como “mocós”, têm sido focos de consumo de drogas, descarte irregular de lixo e insalubridade, contribuindo para uma crescente sensação de insegurança na região central da cidade. Com a vistoria inicial já concluída, a fase de execução, que inclui a demolição das estruturas condenadas e a limpeza completa das áreas, está programada para iniciar na próxima terça-feira, 10 de fevereiro. Esta iniciativa reflete o compromisso da administração municipal em modernizar a ocupação do solo urbano e garantir um ambiente mais seguro e saudável para todos os cidadãos de Goiânia.

A operação integrada e seus objetivos

Contexto da insegurança e degradação ambiental

A região central de Goiânia, especialmente nas proximidades do Córrego Capim Puba, tem enfrentado desafios significativos relacionados à segurança e à degradação ambiental. Construções abandonadas e em ruínas, muitas delas invadidas ou utilizadas de forma precária, transformaram-se em “mocós” – pontos de encontro para o consumo de substâncias ilícitas e o descarte indiscriminado de resíduos. Essa realidade não apenas compromete a saúde pública devido à insalubridade e proliferação de vetores, como mosquitos e roedores, mas também alimenta um ciclo de insegurança que afeta moradores, comerciantes e transeuntes. A área conhecida como Favela do Vietnã, um dos principais alvos desta operação, exemplifica a urgência da situação, onde imóveis condenados pela Defesa Civil Municipal representam um risco estrutural iminente, além de serem catalisadores para práticas ilegais e a desvalorização do entorno. A ação visa, portanto, a erradicar esses focos de ilegalidade e insalubridade, restaurando a ordem, a segurança e a qualidade de vida no coração da capital goiana.

Parceiros e fases da intervenção

A complexidade dos problemas enfrentados exigiu uma abordagem multifacetada, envolvendo diversas secretarias e forças de segurança em Goiânia. A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) lidera a coordenação das operações, que contam com o apoio técnico e operacional da Defesa Civil Municipal, responsável pelas vistorias em imóveis condenados e pela avaliação de riscos estruturais. A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) desempenha um papel crucial no monitoramento social e no acolhimento de indivíduos em situação de vulnerabilidade que possam ser impactados pelas intervenções, garantindo que o processo seja conduzido com a devida sensibilidade humana e oferecendo suporte. Além disso, a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) oferece suporte logístico e de segurança viária para facilitar o fluxo durante as ações, enquanto a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Polícia Militar de Goiás (PMGO) asseguram a manutenção da ordem e a proteção dos envolvidos durante todas as etapas da operação. A operação está dividida em duas fases principais: a primeira, de mapeamento e vistoria, já concluída; e a segunda, de execução, que começará em 10 de fevereiro, com as demolições e a limpeza das áreas.

Impacto e visão futura para a cidade

Recuperação ambiental e urbanística

A demolição das estruturas irregulares e a subsequente limpeza das áreas às margens do Córrego Capim Puba representam um marco fundamental para a recuperação ambiental e urbanística de Goiânia. O secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, ressaltou a importância dessa iniciativa, destacando que os locais, além de servirem para consumo de drogas, eram também pontos crônicos de descarte irregular de lixo e entulhos, degradando severamente o ecossistema local. A remoção desses focos não apenas despolui o solo e as águas do córrego, contribuindo para a saúde hídrica da região, mas também abre caminho para a revitalização e a valorização de uma área vital para a cidade. A ação está alinhada a uma diretriz expressa da atual administração municipal, que busca modernizar a ocupação do solo urbano. O prefeito Sandro Mabel enfatizou a necessidade de fiscalização rigorosa, visando não apenas eliminar riscos e a sensação de insegurança, mas também preparar esses espaços para uma ocupação regular e produtiva, contribuindo para um desenvolvimento urbano mais sustentável e integrado para a capital.

O papel das políticas sociais no processo

Embora o foco principal da operação seja a segurança e a recuperação ambiental, a dimensão social não foi negligenciada. A participação ativa da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) sublinha o compromisso da gestão em abordar as causas e consequências humanas das ocupações irregulares. O monitoramento social é essencial para identificar e oferecer o acolhimento necessário a pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social que utilizavam esses espaços como refúgio. Este suporte pode incluir encaminhamentos para abrigos, programas de assistência social, tratamento para dependência química e outras formas de apoio, visando a reintegração dessas pessoas na sociedade de forma digna e segura. A abordagem integrada busca mitigar os impactos sociais negativos da demolição, assegurando que a intervenção seja abrangente e humana, indo além da simples remoção física das estruturas e buscando soluções duradouras para os indivíduos afetados.

Conclusão

As intervenções coordenadas nas áreas de preservação ambiental e em zonas urbanas degradadas na região central de Goiânia sinalizam um passo decisivo em direção a uma capital mais segura, limpa e organizada. Ao erradicar focos de insalubridade e ilegalidade, a Prefeitura de Goiânia não só atua na melhoria da segurança pública, mas também promove a recuperação de ecossistemas urbanos vitais, como o Córrego Capim Puba, que há muito sofria com a degradação. Esta iniciativa, pautada pela eficiência e pela integração de esforços entre diferentes órgãos municipais e estaduais, reflete uma visão de gestão que busca equilibrar o desenvolvimento urbano com a responsabilidade ambiental e social. A expectativa é que, com as demolições e a limpeza das áreas, a região central possa iniciar um processo de revitalização profunda, oferecendo um ambiente mais digno para seus moradores e contribuindo para a qualidade de vida de toda a população goianiense, consolidando o compromisso da administração com o futuro da cidade.

Perguntas frequentes

1. O que são os “mocós” mencionados na operação?
Os “mocós” são locais, geralmente construções abandonadas ou em ruínas às margens de áreas de preservação ambiental, que têm sido utilizados para consumo de drogas, descarte irregular de lixo e como moradia precária, gerando insegurança e insalubridade.

2. Quais secretarias e forças de segurança estão envolvidas na operação?
A operação é liderada pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) e conta com a participação da Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), Guarda Civil Metropolitana (GCM) e Polícia Militar de Goiás (PMGO).

3. Qual o cronograma das intervenções?
A fase de mapeamento e vistoria das áreas foi concluída. A demolição das estruturas condenadas e a limpeza completa dos locais estão agendadas para começar na próxima terça-feira (10 de fevereiro), conforme o cronograma da prefeitura.

4. Haverá acolhimento para as pessoas que utilizam esses espaços?
Sim, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) está realizando monitoramento social e oferecendo o acolhimento necessário para indivíduos em situação de vulnerabilidade que possam ser impactados pelas demolições.

Para mais detalhes sobre as ações de urbanização e meio ambiente em Goiânia, acompanhe os canais oficiais da administração municipal e as notícias locais.

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