A capital goiana tem sido palco de uma ofensiva significativa contra o abandono urbano e a criminalidade associada a propriedades desocupadas. Em um movimento estratégico da atual administração, a demolição de imóveis abandonados em Goiânia foi intensificada, visando à recuperação de espaços públicos e à melhoria da segurança para os cidadãos. Somente em 2025, um total de 34 construções foram demolidas, marcando um esforço contínuo para erradicar os chamados “mocós” – locais que, muitas vezes, servem como esconderijos para criminosos e pontos de tráfico de drogas. Essa iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) em colaboração com diversas pastas e forças de segurança, reflete um compromisso robusto em devolver a cidade à população, eliminando focos de violência e insegurança que comprometem a qualidade de vida e o bem-estar social.
A estratégia municipal contra o abandono urbano
A prefeitura de Goiânia adotou uma postura firme e proativa na gestão do espaço urbano, priorizando a segurança pública e a ordem. O prefeito Sandro Mabel enfatizou a necessidade de agir em áreas consideradas irrecuperáveis. “Quando encontramos áreas que estão totalmente perdidas e condenadas, nós as derrubamos. Estamos demolindo essas estruturas abandonadas que só servem para atrair tráfico, violência e confusão. Não há como reformar ou recuperar, então vamos eliminar esses focos e devolver a cidade para os cidadãos de bem”, declarou o chefe do executivo municipal. A Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) lidera essa frente, com um fluxo administrativo otimizado que confere celeridade aos processos de demolição, assegurando que as ações estejam em conformidade com a legislação vigente e prevenindo novas ocupações irregulares.
O novo fluxo administrativo e a parceria intersetorial
Sob a liderança do secretário de Eficiência, Fernando Peternella, a Sefic implementou um processo administrativo mais ágil e eficaz, que permite identificar, notificar e demolir imóveis em estado de abandono com maior rapidez. Este novo fluxo é crucial para evitar que esses espaços se tornem focos de problemas sociais e criminais. A celeridade é essencial para desarticular redes de crime que se aproveitam da negligência patrimonial. Além disso, as operações de demolição não são um esforço isolado. Elas contam com o apoio fundamental de diversas secretarias e órgãos de segurança, evidenciando uma abordagem integrada para a revitalização urbana. A Defesa Civil garante a segurança estrutural das demolições; a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) coordenam a logística e o impacto no trânsito; e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) oferece o suporte ostensivo, assegurando a ordem e a proteção durante as intervenções. Essa colaboração intersetorial é um pilar da estratégia para a recuperação da cidade.
Casos emblemáticos e o impacto na comunidade
As ações de demolição têm sido direcionadas a pontos estratégicos da cidade, onde o abandono dos imóveis representava uma ameaça direta à comunidade. Dois exemplos notáveis ilustram o impacto positivo dessas intervenções. Um dos casos ocorreu em outubro de 2025, na Vila Santa Tereza, onde um imóvel abandonado há mais de uma década foi finalmente demolido. Localizado nos fundos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Recanto Infantil, este espaço havia se tornado um ponto frequente de encontro para criminosos e de tráfico de drogas, comprometendo gravemente a segurança das crianças, funcionários e da vizinhança.
Segurança reforçada em pontos críticos da capital
A direção do Cmei Recanto Infantil, que atende 90 crianças, relatou que a unidade escolar foi invadida por criminosos em diversas ocasiões, resultando no roubo de televisores, brinquedos e outros equipamentos, além de registros de arrombamentos e incêndios. A demolição desse “mocó” trouxe um alívio imediato e perceptível para toda a comunidade escolar, restaurando a sensação de segurança e permitindo que as atividades educacionais ocorram sem interrupções ou medos.
Outro ponto crítico abordado foi na movimentada Avenida Independência com a Rua 68, em frente à Praça do Trabalhador. Ali, um banheiro público desativado e abandonado, que também era usado como “mocó” para atividades ilícitas, foi demolido. O comandante da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Gustavo Toledo, salientou a importância estratégica da remoção dessas estruturas. “Esse banheiro não tinha mais serventia pública e era usado para a prática de crimes. Ao demolir espaços assim, eliminamos locais que servem de esconderijo e devolvemos visibilidade às forças de segurança, o que traz mais proteção à sociedade”, explicou Toledo. A eliminação desses pontos de vulnerabilidade não apenas impede a atuação de criminosos, mas também melhora a percepção de segurança dos moradores e frequentadores dessas regiões, fortalecendo o tecido social e a confiança nas instituições públicas.
Um futuro mais seguro para Goiânia
A intensificação das demolições de imóveis abandonados em Goiânia em 2025 reflete um compromisso inabalável da administração municipal com a segurança pública e a requalificação urbana. Ao transformar focos de criminalidade e degradação em áreas limpas e seguras, a prefeitura não apenas combate a violência e o tráfico de drogas, mas também promove a valorização dos espaços públicos e a melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. A sinergia entre diferentes órgãos e a determinação em agir proativamente indicam uma visão de futuro para uma Goiânia mais ordenada, protegida e acolhedora para todos. Essas ações são um passo fundamental para consolidar um ambiente urbano onde a tranquilidade e o bem-estar prevaleçam.
FAQ: Perguntas frequentes sobre as demolições
O que são “mocós” e por que são demolidos?
“Mocós” são imóveis ou construções abandonadas que são frequentemente ocupadas de forma irregular e utilizadas para atividades ilícitas, como tráfico de drogas, esconderijo de criminosos e prática de outros crimes. Eles são demolidos porque representam um risco à segurança pública, atraindo violência e degradação para as comunidades ao redor.
Quantos imóveis foram demolidos em Goiânia e em que período?
Em 2025, a Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), realizou a demolição de 34 construções abandonadas. Estas ações fazem parte de um esforço contínuo para revitalizar a cidade e aumentar a segurança.
Quais órgãos estão envolvidos nas ações de demolição?
As operações de demolição são um esforço conjunto da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), com o apoio da Defesa Civil, das secretarias municipais de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e de Engenharia de Trânsito (SET), e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Essa colaboração garante a segurança e a eficácia das intervenções.
Mantenha-se informado sobre as ações de segurança e urbanização de Goiânia e contribua para uma cidade mais segura, reportando imóveis abandonados e atividades suspeitas às autoridades competentes.



