terça-feira, janeiro 27, 2026
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França Lidera Plano Bilionário para Salvar Floresta do Congo e Frear Desmatamento

Países europeus estão investindo US$ 2,5 bilhões em um plano para a conservação da floresta tropical do Congo. A iniciativa, que visa proteger a segunda maior floresta tropical do mundo, pode impactar as discussões sobre financiamento climático na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ser realizada no Brasil.

Mobilizar recursos para a proteção e restauração das florestas tropicais remanescentes é um dos objetivos principais das negociações climáticas da ONU, que este ano terão como foco o combate às emissões decorrentes do desmatamento.

A iniciativa, denominada “The Belem Call for the Forests of the Congo Basin”, conta com o apoio de Alemanha, Noruega, Bélgica e Reino Unido, além da liderança da França. O objetivo é auxiliar os países da região a proteger e gerenciar de forma sustentável suas florestas.

O documento que formaliza a iniciativa, assinado pelas cinco nações europeias, explicita o compromisso dos doadores em mobilizar mais de US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos. Esse montante será adicionado aos recursos já destinados pelos países da África Central para a proteção e o manejo sustentável das florestas da Bacia do Congo.

Os países signatários pretendem ainda auxiliar as nações africanas a reduzir o desmatamento, oferecendo tecnologia, treinamento e estabelecendo parcerias.

Apesar de a proteção do Congo ter ganhado destaque por sua capacidade de absorver gases de efeito estufa, o anúncio da iniciativa pode representar uma concorrência ao foco do Brasil em um fundo florestal global, considerado central em sua agenda para a COP30. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como um modelo de financiamento climático escalável, que substitui as doações por investimentos.

Embora um diplomata tenha ressaltado que as duas iniciativas são teoricamente distintas, já que o TFFF ofereceria pagamentos anuais aos países com florestas tropicais sem restrições, a existência de dois fundos florestais rivais pode gerar problemas de percepção.

A Noruega já se comprometeu com US$ 3 bilhões para o TFFF, a maior contribuição até o momento. A França sinalizou que pode contribuir com até 500 milhões de euros para a iniciativa liderada pelo Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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