Nesta quinta-feira (26), a fase da lua hoje é a crescente, um período de transição astronômica em que o disco lunar começa a ser novamente iluminado pelo Sol, ainda que de forma parcial. Este estágio é crucial no ciclo de nosso satélite natural, marcando o afastamento do alinhamento com o Sol, que caracteriza a Lua Nova, e a progressão gradual em direção ao alinhamento oposto, que culmina na deslumbrante Lua Cheia. A observação do céu noturno revela essa metamorfose constante, um espetáculo que fascina a humanidade há milênios e que influencia desde as marés até diversas culturas ao redor do globo.
A fase da lua crescente: iluminação gradual
A fase da lua crescente, como observado nesta data (26), representa um dos momentos mais dinâmicos do ciclo lunar. Visualmente, a porção iluminada da Lua torna-se progressivamente maior a cada noite, aparecendo no céu como uma fina fatia de luz que se expande. Este processo se inicia logo após a Lua Nova, quando a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol, e sua face voltada para nós está completamente escura, tornando-a praticamente invisível.
Entendendo a lua crescente
À medida que a Lua se move em sua órbita elíptica ao redor da Terra, ela se afasta do alinhamento direto com o Sol. O ângulo de iluminação solar muda, e uma pequena porção da face lunar voltada para a Terra começa a ser iluminada. Esta é a fase da lua crescente, também conhecida como “crescente côncava” ou “lua nova crescente”, nos seus primeiros dias. Ela segue avançando até se tornar o Quarto Crescente, quando metade do disco lunar visível está iluminado. Durante todo este período, a Lua é visível no céu da tarde e início da noite, definindo um período excelente para observações, especialmente com o auxílio de binóculos ou telescópios, que podem revelar detalhes fascinantes da superfície lunar. A transição da escuridão quase total da Lua Nova para a iluminação parcial da crescente é um lembrete constante do movimento e da geometria celeste.
O ciclo lunar: uma dança celeste contínua
O ciclo lunar completo dura aproximadamente 29,5 dias, período conhecido como mês sinódico, ou lunação. Durante esse tempo, a Lua passa por quatro fases principais e diversas fases intermediárias, cada uma com características únicas resultantes da variação do ângulo de iluminação solar em relação à nossa perspectiva na Terra. Entender essas fases é fundamental para apreciar a complexidade do nosso sistema Terra-Lua.
As quatro fases principais
As quatro fases cardeais são a Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante. Na Lua Nova, o satélite está entre a Terra e o Sol, e sua face visível está escura. É um momento de renovação e é tradicionalmente associado a novos começos em diversas culturas. Cerca de sete dias após a Lua Nova, atingimos o Quarto Crescente, onde exatamente metade do disco lunar visível está iluminado, formando um “D” perfeito no Hemisfério Sul ou um “C” no Hemisfereio Norte. Este é o ponto médio da fase crescente. Após mais aproximadamente sete dias, chega a Lua Cheia, quando a Terra está entre o Sol e a Lua, e toda a face visível do nosso satélite está completamente iluminada. É o período de maior brilho e beleza, frequentemente associado a eventos culturais e folclóricos. Finalmente, após outros sete dias, temos o Quarto Minguante, onde a outra metade do disco lunar visível está iluminada, mas agora em processo de diminuição, formando um “C” no Hemisfério Sul ou um “D” no Hemisfério Norte. A partir daí, a Lua retorna à fase Nova, completando o ciclo.
A transição entre fases
Além das fases principais, existem as fases intermediárias que descrevem a progressão contínua. Após a Lua Nova, vem a Lua Crescente (ou crescente côncava), que é o que observamos hoje, até o Quarto Crescente. Em seguida, temos a Lua Gibosa Crescente, onde mais da metade da Lua está iluminada, mas ainda não é cheia. Após a Lua Cheia, a luz começa a diminuir, passando pela Lua Gibosa Minguante (mais da metade iluminada, mas em diminuição) e, em seguida, pela Lua Minguante (ou minguante côncava), que se assemelha à crescente, mas em um processo inverso, até retornar à Lua Nova. Cada uma dessas transições é um convite para observar o céu e testemunhar a beleza da astronomia em tempo real.
Calendário lunar de fevereiro de 2026: planeje suas observações
O calendário lunar é uma ferramenta valiosa para astrônomos amadores, entusiastas e mesmo para aqueles que seguem tradições agrícolas ou marítimas. Ele permite prever as datas exatas das fases lunares, auxiliando no planejamento de observações celestes, eventos culturais ou atividades que possam ser influenciadas pelo ciclo da Lua. Para fevereiro de 2026, com base na data de hoje (26) sendo lua crescente, podemos estimar as seguintes fases:
A Lua Nova em fevereiro de 2026 deve ter ocorrido por volta do dia 19. A partir daí, a Lua iniciou sua jornada de iluminação, culminando na fase crescente que observamos no dia 26, progredindo da crescente côncava para o Quarto Crescente que provavelmente será atingido por volta do dia 27 de fevereiro. A partir do dia 28 de fevereiro e nos primeiros dias de março, a Lua entrará na fase Gibosa Crescente, se expandindo ainda mais. A Lua Cheia para esta lunação é esperada para o início de março de 2026, possivelmente no dia 6. Posteriormente, a Lua entrará em sua fase de diminuição, passando pela Gibosa Minguante, o Quarto Minguante (por volta do dia 13 de março) e a Lua Minguante (ou minguante côncava) até uma nova Lua Nova por volta do dia 20 de março de 2026. Acompanhar este calendário permite que qualquer pessoa se conecte com o ritmo natural do cosmos.
Influências e observação da lua
A Lua, apesar de ser um corpo celeste sem luz própria, exerce uma influência notável sobre a Terra e tem um papel significativo na cultura humana ao longo da história. Seus ciclos afetam fenômenos naturais e têm sido fonte de inspiração e crença em diversas sociedades.
Impactos culturais e naturais
Um dos impactos mais diretos e cientificamente comprovados das fases da Lua são as marés oceânicas. A atração gravitacional da Lua (e em menor grau, do Sol) causa o movimento das águas, resultando em marés altas e baixas. As marés de sizígia (marés de primavera), mais fortes, ocorrem nas Luas Nova e Cheia, quando a Terra, Lua e Sol estão alinhados, combinando suas forças gravitacionais. Já as marés de quadratura, mais fracas, acontecem durante os Quartos Crescente e Minguante. Culturalmente, o calendário lunar ainda é crucial em muitas tradições religiosas e agrícolas, determinando datas de festividades ou o melhor período para plantio e colheita. Crenças populares sobre o impacto da Lua no comportamento humano, crescimento de cabelo ou até mesmo na sorte, persistem, embora sem comprovação científica sólida.
Dicas para observação
Observar a Lua é uma atividade acessível e recompensadora. Para a fase crescente, como a de hoje (26), os melhores horários para observação são o final da tarde e início da noite, logo após o pôr do sol, quando a Lua ainda não está muito alta no céu e o contraste com o azul crepuscular pode ser estonteante. Binóculos comuns já são suficientes para revelar crateras e montanhas, enquanto um pequeno telescópio pode oferecer detalhes ainda mais ricos, especialmente ao longo da linha divisória entre a luz e a sombra, conhecida como terminador, onde as sombras são mais alongadas e as características da superfície são mais proeminentes. Não é necessário equipamentos sofisticados para começar a apreciar a beleza e a complexidade do nosso vizinho celestial.
Conclusão
A observação da fase da lua hoje (26), um momento de crescente iluminação, nos convida a refletir sobre a incessante dança cósmica que ocorre acima de nossas cabeças. O ciclo lunar, com suas distintas fases, é um lembrete vívido da regularidade e previsibilidade do universo, ao mesmo tempo em que oferece um espetáculo de beleza em constante mudança. Desde a invisibilidade da Lua Nova até o esplendor da Lua Cheia, cada etapa tem seu próprio encanto e significado, influenciando nosso planeta e inspirando a humanidade há milênios. Compreender o calendário lunar e suas implicações nos permite uma conexão mais profunda com os ritmos naturais do céu e da Terra.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre lua crescente e quarto crescente?
A lua crescente (ou crescente côncava) é o período entre a Lua Nova e o Quarto Crescente, quando uma pequena porção do disco lunar é iluminada e vai aumentando gradualmente. O Quarto Crescente é o ponto específico no ciclo onde exatamente metade da face visível da Lua está iluminada, marcando a metade do caminho para a Lua Cheia.
2. Como as fases da lua afetam as marés?
As fases da Lua afetam as marés devido à variação na força gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol sobre a Terra. Durante as Luas Nova e Cheia (alinhamento Terra-Lua-Sol), as forças se somam, resultando em marés de sizígia (ou marés de primavera), que são mais intensas. Nos Quartos Crescente e Minguante (Lua e Sol a 90 graus da Terra), as forças se anulam parcialmente, gerando marés de quadratura, que são menos intensas.
3. É possível ver a lua durante o dia?
Sim, é perfeitamente possível ver a Lua durante o dia. Isso acontece principalmente nas fases crescente e minguante. Em algumas ocasiões, mesmo a Lua Cheia pode ser visível ao amanhecer ou entardecer. A visibilidade diurna depende da fase da Lua, sua posição no céu e das condições atmosféricas.
4. Por que o calendário lunar é importante?
O calendário lunar é importante por diversas razões. Ele é fundamental para a previsão de marés e para o planejamento de atividades em setores como a pesca e a agricultura. Culturalmente, muitos povos e religiões utilizam o calendário lunar para determinar datas de festivais e celebrações. Para os entusiastas da astronomia, ele é essencial para planejar observações celestes e acompanhar os ciclos do nosso satélite natural.
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