terça-feira, janeiro 27, 2026
InícioBrasilExploração Ilegal Dispara: 62% da Madeira Amazônica Sem Autorização

Exploração Ilegal Dispara: 62% da Madeira Amazônica Sem Autorização

Um novo levantamento revela que a maior parte da exploração madeireira no Amazonas é realizada sem a devida autorização dos órgãos ambientais. Dos 68 mil hectares explorados, 42 mil não possuíam licença para a atividade, representando 62% do total.

O estudo, realizado pela Rede Simex, analisou imagens de satélite e cruzou os dados com as autorizações ambientais emitidas entre agosto de 2023 e julho de 2024. A pesquisa mapeou a extração de madeira em todo o estado.

Comparado ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023), quando 38 mil hectares foram explorados ilegalmente, houve um aumento de 9% na área sem autorização.

A pesquisadora Camila Damasceno, do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, expressa preocupação com o aumento da exploração ilegal, que financia outros crimes ambientais como queimadas e desmatamento, além de prejudicar o mercado legal de madeira.

Em contrapartida, a exploração de madeira autorizada no Amazonas aumentou 131%, passando de 11,3 mil hectares para 26,1 mil hectares no mesmo período comparativo.

A maior parte da exploração ilegal se concentra em dois municípios do sul do estado: Boca do Acre e Lábrea, que juntos respondem por 75% da atividade irregular. Boca do Acre lidera o ranking com 20,5 mil hectares, seguido por Lábrea com 10,9 mil hectares.

A exploração ilegal também invade áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação, afetando a biodiversidade e a sobrevivência das comunidades que dependem da floresta. O levantamento apontou que 13% da retirada irregular de madeira (5,6 mil hectares) ocorreu em áreas protegidas, sendo 9% em terras indígenas (3,9 mil hectares) e 4% em unidades de conservação (1,6 mil hectares). Apesar da queda de 19% em relação ao estudo anterior, a área atingida ainda é superior a 5 mil campos de futebol.

Imóveis rurais presentes em bancos de dados públicos, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e o Programa Terra Legal, foram responsáveis por 32,5 mil hectares da área com exploração irregular de madeira, o que representa 77% do total. Florestas públicas não destinadas (FPNDs) também chamaram a atenção, com 3,3 mil hectares (8%) de exploração ilegal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

CONTEÚDO RELACIONADO
- Advertisment -
Google search engine

Mais Populares

Comentários Recentes