O ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Araújo Leite, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por defender a “eliminação” do ministro Alexandre de Moraes e do então candidato à presidência, Lula. A decisão, divulgada na última sexta-feira (28), impôs uma pena de três meses, convertida em oito penas alternativas.
Segundo o relatório do julgamento, Naçoitan Leite proferiu, entre outubro e novembro de 2022, um discurso incitando a violência contra as autoridades, mencionando uma possível situação de “guerra civil”.
As penas alternativas incluem a prestação de 60 horas de serviços comunitários, a participação em um curso de 12 horas sobre “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado”, elaborado pelo Ministério Público Federal, e a proibição de ausentar-se da comarca onde reside até o término da pena. Adicionalmente, ele está proibido de utilizar redes sociais, e seus passaportes permanecem suspensos. Caso possua, o registro e porte de arma de fogo foram revogados. Foi imposta multa de 20 salários mínimos e o pagamento de R$ 5 milhões por danos morais.
Além desta condenação, Naçoitan Leite já foi alvo de outras investigações. Em uma delas, a Polícia Civil de Goiás cumpriu mandados de busca e apreensão em Iporá e outras cidades, apurando suspeitas de fraudes em licitações. Em 2023, ele foi acusado de tentar invadir a casa da ex-companheira e efetuar disparos contra ela e seu namorado. Em 2018, o então prefeito também tentou impedir uma blitz com bafômetro na cidade.
Fonte: g1.globo.com



