Goiás implementou a primeira banca avaliadora de heteroidentificação étnico-racial em um processo seletivo estadual, marcando um avanço nas políticas de cotas raciais no estado. A iniciativa, resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), ocorreu no Processo Seletivo Simplificado da Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e contou com o apoio do Goiás Social.
Este processo seletivo foi o primeiro a implementar integralmente a Lei Estadual nº 23.389/2025, que reserva 20% das vagas em concursos públicos e seleções simplificadas para candidatos negros (pretos ou pardos). A fase de heteroidentificação, realizada em Goiânia nos dias 27 e 28 de novembro de 2025, avaliou 52 candidatos autodeclarados negros que já haviam sido aprovados nas etapas anteriores.
Durante a avaliação, foram rigorosamente observados os critérios legais e técnicos, visando garantir isonomia e segurança jurídica ao processo. O processo seletivo da Goinfra atraiu um total de 1.764 inscritos para 150 vagas de nível superior, das quais 30 foram destinadas à política de cotas raciais.
A banca avaliadora foi composta por cinco integrantes, além de um fotógrafo, assegurando a transparência do procedimento. Todos os avaliadores passaram por uma formação específica, organizada pela Seds em parceria com a Sead, focada nos aspectos técnicos, éticos e metodológicos da heteroidentificação, em conformidade com a legislação vigente.
A iniciativa representa um novo modelo para a aplicação de políticas de cotas no estado e visa servir de referência para futuros concursos e processos seletivos, reforçando o compromisso do governo com a inclusão, representatividade e justiça social. A implementação da heteroidentificação étnico-racial é vista como fundamental para proteger a integridade da política de cotas e assegurar um processo seletivo justo e transparente.



