terça-feira, janeiro 27, 2026
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Enterro de Jovem Esfaqueado: Amigos e Familiares Clamam por Justiça no Distrito Federal

O clima era de consternação e dor no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, durante o enterro de Isaac Moraes, de 16 anos. Colegas do Colégio Militar, onde o jovem estudava, soltaram balões brancos em um gesto de despedida. Tiago, um dos amigos de Isaac, expressou o sentimento de “paralisia” e “atônito” que tomou conta de toda a turma.

Isaac foi morto a facadas na última sexta-feira, após ser abordado por um grupo de adolescentes na Asa Sul. A vítima tentava recuperar seu celular, roubado pelos criminosos. O crime ocorreu próximo ao Parque Maria Claudia Del´Isola, um local que carrega a memória de outra jovem assassinada na capital federal.

Segundo investigações, o grupo de adolescentes abordou Isaac sob o pretexto de precisar de conexão wi-fi para fazer uma ligação. Naquele momento, o jovem estava jogando vôlei com amigos.

Os pais de Isaac, profissionais da área de saúde, estavam abalados demais para conceder entrevistas. Edson Avelino, irmão da vítima, falou em nome da família e expressou a esperança de que a justiça seja feita, mesmo que o crime tenha sido cometido por adolescentes. “Em um país em que se vota aos 16 anos de idade, entendo que a pessoa deve pagar pelos seus atos”, declarou Edson.

Ricardo Montalvão, vizinho da família e pai de um amigo de Isaac, relatou que a comunidade está tomada pelo medo. Ele também mencionou que seu filho teve o celular furtado recentemente. Montalvão reclamou da demora no atendimento médico a Isaac após o ataque.

Lucas, colega de escola de Isaac, lembrou do amigo como uma pessoa divertida e um dos destaques no time de vôlei. “Ele brincou comigo um dia antes. Não entendo como isso foi ocorrer. Não caiu a ficha ainda”, lamentou.

O delegado Rodrigo Larizzatti, da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DCA), informou que sete adolescentes foram interrogados e três foram apreendidos sob suspeita de envolvimento no crime. O delegado confirmou que os criminosos usaram o pretexto de precisar de internet para se aproximarem da vítima. Segundo ele, essa é uma prática comum do grupo para realizar roubos. Larizzatti afirmou que os adolescentes não demonstraram remorso durante o interrogatório, com exceção de um deles, que perguntou se Isaac havia falecido.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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