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Um delegado da Polícia Civil e um coronel da Polícia Militar de Goiás, recentemente transferidos após uma discussão pública acalorada nas redes sociais, estiveram à frente de investigações que ganharam notoriedade no estado. Entre os casos de grande repercussão que marcaram suas carreiras, destacam-se a prisão da advogada Amanda Partata e a extensa operação de busca por Lázaro Barbosa.
A transferência dos dois agentes de segurança ocorreu após uma troca de acusações sobre a condução do caso da morte de Nádia Gonçalves de Aguiar, servidora pública assassinada em Roselândia. Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil informaram que as medidas administrativas internas cabíveis foram tomadas.
O delegado Carlos Alfama foi o responsável pela investigação que culminou na prisão de Amanda Partata, suspeita de envenenar e matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, em Goiânia, no ano passado. A investigação apontou que Amanda teria oferecido um café da manhã com doces envenenados às vítimas. Leonardo e Luzia faleceram poucas horas após consumirem os alimentos, apresentando fortes dores abdominais, vômitos e diarreia. A Polícia Civil apurou que Amanda simulava uma gravidez e fazia ameaças ao ex-namorado e sua família. Ela responde por duplo homicídio qualificado e nega o crime. Segundo Alfama, a motivação do crime foi o sentimento de rejeição após o fim do relacionamento.
O coronel Edson Rocha, conhecido como “Raiado”, ganhou notoriedade ao liderar a operação de busca por Lázaro Barbosa, acusado de assassinar uma família em Ceilândia, no Entorno do Distrito Federal. Lázaro foi morto em confronto com a polícia após 20 dias de buscas intensas em Águas Lindas de Goiás. A busca por Lázaro envolveu um grande aparato policial, incluindo cães farejadores, drones, helicópteros e um caminhão equipado com plataforma de observação. Durante a fuga, Lázaro invadiu diversas propriedades, fez reféns, trocou tiros com a polícia e baleou civis e policiais. Em 2022, Raiado lançou um livro relatando a operação de captura do criminoso.
A discussão pública entre o coronel e o delegado começou após uma postagem do coronel, na qual ele compartilhava uma crítica do promotor Danni Sales à condução do caso da morte da servidora pública. O delegado Alfama rebateu a crítica, defendendo a atuação da delegada responsável pelo caso. A troca de acusações escalou com novas postagens e vídeos, levando ao afastamento dos agentes de suas funções e à posterior transferência para outras áreas. Alfama foi transferido para a Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e o coronel para a PM-8, área de prospecção de recursos da PM.
Fonte: g1.globo.com



