terça-feira, janeiro 27, 2026
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Coronel é suspeito de prometer promoção para PM executar empresário em Goiânia

Um coronel da Polícia Militar é investigado por supostamente prometer uma promoção a um sargento da corporação em troca da execução de um empresário em Goiânia. A vítima, Fabrício Lourenço Brasil, foi morta a tiros em frente à sua pastelaria. A informação consta no inquérito policial que apura o caso.

A Polícia Civil apura se o crime foi motivado por vingança. Fabrício Lourenço Brasil havia sido absolvido de uma acusação de estupro contra uma parente do coronel investigado, Alessandro Regys Reis de Carvalho. Segundo o inquérito, a absolvição teria gerado um sentimento de vingança no coronel.

Durante o depoimento, o delegado Vinicius Teles questionou o coronel Alessandro sobre supostas ameaças de morte à vítima, o que foi negado pelo oficial. A quebra do sigilo telefônico revelou que Alessandro teria solicitado a Leneker Breno Campos Ayres, o sargento, que providenciasse a morte do empresário em troca de uma possível promoção.

“Segundo essa linha investigativa, Alessandro, ciente de que muito dificilmente Fabrício seria responsabilizado pela justiça criminal, determinara a Leneker, seu subordinado, em troca da deferência natural ao meio militar e possível promoção na carreira, providenciasse o homicídio de Fabrício”, aponta o inquérito.

Além de Leneker, Tiago Lemes de Oliveira também é apontado como um dos executores do crime. A polícia investiga ainda a participação de José Antônio Moreira dos Santos, que teria coordenado os dois policiais militares, e de Cleyton Souza Lima, segurança de um local que teria dado suporte ao crime.

Os suspeitos foram presos e passaram por audiência de custódia, que manteve as prisões temporárias. O empresário foi morto no dia 4 de outubro, quando colocava o lixo para fora de sua pastelaria. Imagens mostram a vítima sendo surpreendida por dois homens em uma moto, que efetuaram os disparos e fugiram. Após o crime, os militares teriam se escondido em uma mata até serem resgatados por José Antônio em uma caminhonete.

Fonte: g1.globo.com

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