Manifestantes e seguranças entram em choque na Blue Zone; organizadores reforçam protocolos e ativistas cobram participação efetiva.
O segundo dia da COP30 terminou com tensão no entorno da Blue Zone, área sob coordenação da ONU onde ocorrem as negociações oficiais. Um grupo de manifestantes — com jovens ativistas e lideranças indígenas — tentou avançar sobre o perímetro restrito e houve confronto com equipes de segurança. As atividades foram retomadas após o isolamento dos acessos.
O que motivou o ato
- Cobrança por participação efetiva de povos originários nas decisões.
- Críticas à exploração de petróleo na Amazônia e a atividades que pressionam territórios tradicionais.
- Denúncia de “exclusão” de vozes diretamente afetadas pela crise climática.
Como foi a ação de segurança
- Cordões humanos e fechamento rápido de portas.
- Reforço do efetivo para dispersão e restabelecimento do fluxo.
- Investigação aberta por organizadores e autoridades para apurar responsabilidades.
Por que isso importa
A Blue Zone concentra as negociações que definem metas, prazos e financiamento climático. Pressão social do lado de fora influencia a agenda do lado de dentro — especialmente em temas como combustíveis fósseis, proteção da Amazônia e direitos de povos tradicionais.
O episódio expõe a fricção entre protocolos de segurança e a urgência de incluir quem mais sente os impactos da crise climática.
Próximos passos
- Reuniões seguem no cronograma.
- Grupos civis planejam novas ações pacíficas.
- Autoridades locais e a ONU avaliam ajustes nos acessos.
Contexto da COP30
Belém sedia encontros preparatórios e painéis temáticos antes dos debates de alto nível. A segurança é tratada como prioridade em plano integrado entre Brasil e Nações Unidas.



