A rejeição da medida provisória que visava alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi uma escolha consciente do Congresso Nacional para prejudicar a população de baixa renda, conforme declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A declaração foi feita após a caducidade da MP, devido à sua retirada de pauta.
Em sua manifestação pública, o ministro Haddad criticou duramente a decisão do Congresso, argumentando que o “lobby dos privilegiados” prevaleceu sobre o interesse público. Ele enfatizou que a medida visava onerar os mais ricos, incluindo bilionários, bancos e empresas de apostas eletrônicas (bets), com o objetivo de arrecadar R$ 17 bilhões para investimentos em áreas cruciais como saúde, educação e previdência social em 2026.
O ministro da Fazenda reforçou que a MP buscaria “cobrar o mínimo de bilionários, bancos e bets”, em uma tentativa de equilibrar o sistema tributário. Ele também argumentou que a medida seria essencial para garantir a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês.
Haddad também sugeriu que a população pode demonstrar sua indignação com a decisão, fazendo alusão a protestos anteriores contra propostas legislativas consideradas impopulares. “Eles, mais uma vez, esqueceram que o povo brasileiro está cada vez mais atento, sabe o que está em jogo”, afirmou.
Diante do cenário, o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, planeja discutir alternativas para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 35 bilhões, divididos entre os anos de 2026 e 2027. Haddad não descartou a possibilidade de utilizar o pacote de corte de gastos aprovado no ano passado para reduzir emendas parlamentares.
O ministro minimizou o impacto imediato da derrubada da MP em 2025, apesar de a versão original do texto prever uma arrecadação de R$ 10,5 bilhões ainda este ano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



