domingo, fevereiro 1, 2026
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Caldas Novas: corretora filma últimos momentos antes de ser morta por síndico

A cidade de Caldas Novas, no sul de Goiás, tornou-se palco de um crime que chocou a comunidade e revelou um histórico de conflitos. A corretora de imóveis Daiane Alves Sousa foi brutalmente assassinada, e o principal suspeito é Cleber Rosa Oliveira, o síndico do prédio onde ela residia. O caso ganhou contornos dramáticos com a divulgação de um vídeo gravado pela própria vítima, que registra seus últimos instantes antes do fatídico encontro. Essa gravação, enviada a uma amiga, se tornou uma peça-chave para a investigação, que busca desvendar a totalidade dos fatos e a motivação por trás da tragédia que culminou na morte de Daiane e na prisão do síndico e de seu filho.

A gravação reveladora e o desaparecimento

Os últimos momentos registrados

Em um vídeo que se tornou evidência crucial para a investigação, a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa registrou seus últimos momentos no prédio em Caldas Novas. As imagens mostram o apartamento de Daiane sem energia elétrica, em contraste com o restante do edifício iluminado. Ela então pega o elevador e desce até a recepção do condomínio. Durante o trajeto, é possível notar o reflexo de Daiane tanto na superfície metálica do elevador quanto no notebook da recepção, indicando sua presença naquele local. A gravação foi compartilhada por Daiane com uma amiga, Georgiana dos Passos, logo antes de seu desaparecimento, com a intenção de mostrar a situação da falta de luz e a informar que iria ao subsolo para restabelecer o padrão de energia de seu apartamento. No prédio, o acesso ao subsolo é restrito apenas a moradores, o que levanta questões sobre a dinâmica dos eventos naquele dia.

A busca e a confissão

O desaparecimento de Daiane ocorreu em 17 de dezembro. Sua mãe, Nilze Alves, havia combinado de visitá-la em Caldas Novas no dia seguinte para tratar de locações para as festas de fim de ano. Ao chegar ao apartamento e não encontrar a filha, Nilze acionou a família, que prontamente registrou um boletim de ocorrência. A angústia da busca culminou com a confissão do síndico Cleber Rosa Oliveira, que admitiu ter cometido o crime e indicou à polícia o local onde abandonou o corpo da corretora. O corpo foi encontrado a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da GO-213, rodovia que conecta a cidade a Ipameri e Pires do Rio. A confissão foi um divisor de águas na investigação, embora muitos detalhes sobre a dinâmica exata do assassinato ainda permanecem sob apuração pelas autoridades.

A complexidade da investigação e os envolvidos

Novas perícias e a dinâmica do crime

A complexidade do caso levou a polícia a realizar novas perícias no edifício onde a corretora Daiane Alves Sousa foi vista pela última vez. A família de Daiane possui seis apartamentos no prédio, o que amplifica a gravidade do cenário. O delegado André Barbosa, responsável pelo caso, explicou que a simulação dos fatos teve como objetivo esclarecer a dinâmica do crime, incluindo a possibilidade de disparos de arma de fogo. No entanto, o delegado ressaltou que a perícia ainda não foi concluída, e, por isso, a forma exata como Daiane foi morta e a confirmação de uso de arma de fogo permanecem sob investigação. A restrição de acesso ao subsolo, permitida apenas a moradores, é um ponto crucial que a investigação busca detalhar, dada a intenção de Daiane de ir até lá para resolver a questão da energia elétrica.

Síndico e filho sob investigação

Cleber Rosa Oliveira, o síndico do prédio, declarou à Polícia Civil que agiu sozinho e que o crime foi resultado de uma discussão acalorada com Daiane em 17 de dezembro, dia de seu desaparecimento. Contudo, a investigação não se restringe apenas ao síndico. Seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso e é investigado sob a suspeita de ter auxiliado o pai na ocultação de provas relacionadas ao crime. A defesa de Cleber e Maicon, em nota, afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que o síndico se compromete a colaborar com as autoridades. A defesa, por outro lado, negou qualquer envolvimento do filho na morte de Daiane. A investigação revelou um histórico de desavenças entre Daiane e Cleber, com 12 processos judiciais registrados desde o início dos conflitos em fevereiro. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) chegou a denunciar Cleber pelo crime de perseguição (stalking) em 19 de janeiro, 39 dias após o desaparecimento da corretora, evidenciando que o síndico monitorava a movimentação de Daiane e de hóspedes através de câmeras, enviando imagens para sua irmã. A mãe de Daiane já havia relatado a existência de desavenças da filha com outras pessoas no prédio.

Conclusão

A trágica morte da corretora Daiane Alves Sousa em Caldas Novas, com a confissão do síndico Cleber Rosa Oliveira, expõe a dolorosa realidade de conflitos que escalam para a violência fatal. O vídeo gravado pela própria vítima momentos antes de seu desaparecimento oferece um vislumbre angustiante do que pode ter sido seu destino. Enquanto a investigação avança, com perícias detalhadas e a apuração do envolvimento do filho do síndico, a busca por justiça para Daiane e sua família persiste. Este caso sublinha a importância de se atentar aos sinais de perseguição e desavenças, e a necessidade de que todos os fatos sejam plenamente esclarecidos para que a verdade prevaleça.

FAQ

Quem era Daiane Alves Sousa?
Daiane Alves Sousa era uma corretora de imóveis que residia em Caldas Novas, Goiás. Ela foi a vítima de um assassinato cometido pelo síndico do prédio onde morava.

O que o vídeo gravado por Daiane revela?
O vídeo mostra Daiane em seus últimos momentos, registrando que seu apartamento estava sem energia, descendo no elevador até a recepção e se preparando para ir ao subsolo do prédio para restabelecer o fornecimento de luz.

Quem é o principal suspeito e qual sua relação com a vítima?
O principal suspeito é Cleber Rosa Oliveira, síndico do prédio onde Daiane morava. Ele confessou o crime e havia um histórico de desavenças e processos judiciais entre ele e a corretora.

O filho do síndico está envolvido?
Sim, o filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso e está sendo investigado por supostamente ter auxiliado o pai na ocultação de provas após o crime.

Existe um histórico de conflitos entre a vítima e o síndico?
Sim, a investigação revelou a existência de doze processos na Justiça relacionados a Cléber e Daiane, decorrentes de conflitos que se estenderam por um período e culminaram em uma denúncia do Ministério Público por perseguição (stalking) contra o síndico.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste caso e a luta por justiça em Caldas Novas. Acompanhe as atualizações para entender a totalidade dos fatos.

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