terça-feira, janeiro 27, 2026
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Brasil Negocia Reversão de Taxas Americanas Argumentando Prejuízo à População dos EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o Brasil apresentará argumentos econômicos robustos aos Estados Unidos, visando a reversão do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros exportados. Segundo o ministro, a imposição de tarifas está elevando o custo de vida dos cidadãos americanos.

Em participação em um programa de , Haddad enfatizou que o impacto das tarifas é sentido no aumento dos preços de produtos como café e carne, além de restringir o acesso a produtos brasileiros de alta qualidade tanto na indústria quanto no setor agrícola. Ele ressaltou que os Estados Unidos têm notado que as medidas têm causado mais prejuízos do que benefícios.

O ministro também mencionou que os Estados Unidos possuem superávit comercial com o Brasil e significativas oportunidades de investimento, especialmente em áreas como transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por videoconferência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que solicitou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros, bem como a remoção de medidas restritivas contra autoridades brasileiras. Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar prosseguimento às negociações. Os presidentes trocaram contatos diretos e planejam um encontro pessoal em breve.

Haddad expressou confiança na diplomacia brasileira para superar o momento, que classificou como um equívoco baseado em desinformação. Segundo ele, grupos de extrema direita brasileiros estariam desinformando o governo americano sobre a situação no país. Ele assegurou que todas as ações no Brasil estão em conformidade com as regras democráticas do Estado de Direito.

O aumento de tarifas sobre o Brasil faz parte de uma política mais ampla dos EUA de elevar tarifas contra parceiros comerciais, buscando reverter a perda de competitividade econômica em relação à China. Inicialmente, em abril, foi imposta uma taxa de 10% devido ao superávit comercial dos EUA com o Brasil. No entanto, em agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% em resposta a decisões que, segundo Trump, prejudicariam empresas de tecnologia americanas e em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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