A bolsa de valores brasileira renovou seu recorde nesta quinta-feira, aproximando-se da marca de 149 mil pontos, impulsionada por pressões tanto do mercado doméstico quanto do internacional. Em contrapartida, o dólar interrompeu uma sequência de três quedas e se aproximou de R$ 5,40.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia aos 148.780 pontos, registrando uma alta de 0,1%. Após iniciar o dia em território negativo, a bolsa se recuperou ao longo da manhã e manteve-se relativamente estável no restante do pregão.
Este foi o sétimo dia consecutivo de valorização do principal índice da bolsa brasileira. Nos últimos sete pregões, o Ibovespa acumulou um ganho de 3,23%.
Contrário ao desempenho da bolsa, o câmbio apresentou alta. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,38, com um aumento de R$ 0,022, representando uma variação positiva de 0,42%. A cotação chegou a atingir R$ 5,39 no início da manhã, mas perdeu força ao longo do dia.
A moeda estadunidense registra uma alta de 1,09% no mês de outubro, mas uma queda de 0,21% na semana. No acumulado de 2025, a divisa apresenta uma queda de 12,95%.
Fatores internos e externos influenciaram o mercado. No cenário internacional, a cautela após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, impulsionou o dólar em escala global. Após a reunião de quarta-feira, na qual a taxa de juros básica estadunidense foi reduzida em 0,25 ponto percentual, Powell indicou que um novo corte em dezembro não está garantido.
Juros elevados em economias desenvolvidas tendem a estimular a fuga de capitais de economias emergentes, como o Brasil. A cautela em relação ao Fed ofuscou o resultado do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, que resultou em um acordo sobre terras raras.
No Brasil, a divulgação do resultado do Caged, que indicou a criação de 213 mil postos formais de trabalho em setembro, também teve impacto no mercado. Apesar da queda de 15,6% na abertura de vagas em relação a setembro do ano anterior, o indicador superou as expectativas dos investidores.
Após a divulgação dos números do Caged, a bolsa perdeu o patamar dos 149 mil pontos. O bom desempenho do mercado de trabalho aumentou as expectativas de que o Banco Central (BC) possa adiar o início do corte da Taxa Selic (juros básicos da economia) no Brasil. Juros mais altos tendem a estimular a migração de investimentos da bolsa, considerada mais arriscada, para a renda fixa, como títulos do Tesouro Nacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



