terça-feira, janeiro 27, 2026
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Base Aérea em Goiás Recebe Novo Caça Gripen da Força Aérea Brasileira

A Base Aérea de Anápolis (BAAN), um centro chave para a defesa aérea nacional, acaba de incorporar mais um caça F-39 Gripen à sua frota, consolidando seu papel como a principal base de emprego operacional deste modelo avançado da Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave, identificada pela matrícula FAB 4111, completou seu voo inaugural em solo brasileiro nesta quarta-feira (19), após decolar de Navegantes (SC), para onde havia sido transportada da Suécia por via marítima.

O voo, classificado como de natureza técnica, foi liderado pelo Major Aviador Thiago Henrique da Costa Camargo, do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV). Segundo ele, o objetivo principal foi avaliar o comportamento da aeronave imediatamente após a montagem e a instalação de sistemas cruciais. “É um voo peculiar, com planejamento de missão, mas também com características de voo de teste. Avaliamos avisos ao piloto, desempenho e respostas dos sistemas”, explicou o Major Thiago.

Com a chegada deste novo Gripen, a BAAN agora conta com dez aeronaves deste modelo, que integram o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA). Esta unidade é responsável por missões de preparo e defesa aérea estratégica em todo o território nacional.

O Major-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, presidente da COPAC, ressaltou que a operação de traslado e recebimento em Anápolis evidencia a maturidade do programa FX-2, considerado um dos maiores projetos de defesa e transferência de tecnologia já estabelecidos pelo Brasil. “A operação foi extremamente positiva e demonstra o avanço consistente do programa”, afirmou.

Além das aeronaves importadas da Suécia, a FAB informou que as primeiras unidades do Gripen produzidas em solo brasileiro estão na fase final de montagem, resultado direto da transferência de tecnologia acordada com a fabricante sueca. A chegada do Gripen reforça a importância estratégica da Base Aérea de Anápolis, um ponto de resposta a eventuais violações do espaço aéreo brasileiro, mantendo prontidão permanente. O novo caça passará por testes, certificações e adaptação operacional antes de ser integrado às missões do 1º GDA.

Fonte: g1.globo.com

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